! Projeto para salvar Celg envolve Eletrobrás, BB e BNDES - 18/09/2009 - Reuters - Economia
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18/09/2009 - 17h07

Projeto para salvar Celg envolve Eletrobrás, BB e BNDES

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Eletrobrás vai apresentar na próxima semana ao Ministério de Minas e Energia uma proposta para solucionar a dívida da Celg, distribuidora de energia de Goiás, que envolve Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, a dívida da Celg com a estatal elétrica gira em torno de 1 bilhão de reais, referente à compra de energia da usina de Itaipu, entre outras coisas.

"A Eletrobrás vai ser parceira no equacionamento do problema e a solução passa pelo Banco do Brasil e pelo BNDES", disse Muniz a jornalistas, nesta sexta-feira, sem dar mais detalhes.

A proposta, segundo fontes, envolveria a conversão da dívida em participação da Eletrobrás no capital da Celg. Outros recursos seriam injetados para cobrir outras dívidas e sanear a companhia de Goiás.

Muniz já havia mencionado o interesse da Eletrobrás em entrar na gestão da Celg, como fez com mais seis distribuidoras que não foram privatizadas no passado por falta de interesse de investidores.

Em março deste ano, Muniz declarou que ficar com a Celg seria um bom negócio para a Eletrobrás, que também visa as endividadas Cea, do Amapá, e Cer, de Roraima.

BELO MONTE

Muniz participou nesta sexta-feira do Fórum Nacional organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos, onde destacou a importância dos projetos energéticos do governo, principalmente a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, cujo leilão está previsto para novembro.

Embora não tenha admitido um possível adiamento do leilão, Muniz deu a entender que a sua realização já não é tão certa em 2009, já que até o momento a licença ambiental prévia não foi concedida.

As audiências públicas para a concessão da licença pelo Ibama foram realizadas na semana passada e dentro de 15 dias, se não houver questionamentos, o documento poderá ser emitido. Depois disso, o governo tem que lançar o edital do leilão com prazo de no mínimo 45 dias da sua realização.

"Se ocorrer, é só em novembro", afirmou Muniz, lembrando que a Eletrobrás "é apenas uma participante" no processo.

O executivo disse que nas audiências públicas os impactos ambientais no projeto não foram questionados. Mas que haverá, sem dúvida, uma reestruturação social na região.

"O projeto vai propiciar o remanejamento de populações que vivem em palafitas, em cima de igarapés", afirmou Muniz.

(Por Denise Luna)

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