! Gerdau vê melhora contínua no mercado de aço - 22/09/2009 - Reuters - Economia
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22/09/2009 - 15h12

Gerdau vê melhora contínua no mercado de aço

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado brasileiro de aço continua mostrando sinais de melhora na demanda depois de um primeiro semestre que obrigou siderúrgicas do país a cortar pela metade sua produção, afirmou nesta terça-feira o presidente-executivo da Gerdau, André Gerdau Johannpeter.

"Continuamos vendo sinais de melhora mês a mês", disse o executivo em breve entrevista antes de participar de fórum econômico na FGV-SP. Ele acrescentou que o grupo não vai aumentar preços de aços longos e especiais até o final do ano. "Preço é mercado", cravou.

No início de agosto, o executivo comentou que as vendas de aço do grupo em volume, no mundo, cresceram 16 por cento em julho sobre junho, mas nesta terça-feira ele evitou comentar sobre o desempenho da empresa em agosto e setembro.

Segundo o executivo, a utilização de capacidade produtiva do Grupo Gerdau está em entre 60 e 70 por cento. Antes da crise, a empresa operava a cerca de 90 por cento. Ele não citou dados específicos do Brasil.

A companhia --que encerrou o segundo trimestre com prejuízo de 329 milhões de reais e fechou acordo no fim de agosto para paralisar uma usina de vergalhões nos Estados Unidos por ao menos 24 meses-- está também registrando sinais de melhora nos negócios no mercado norte-americano.

"Há sinais também de melhora nos EUA. Os negócios estão reagindo e estamos voltando com produção", afirmou o executivo, destacando a situação do mercado automotivo consumidor de aço, que foi beneficiado por programa de Washington de incentivo a vendas de automóveis novos.

No Brasil, o executivo afirmou que há uma procura maior por financiamentos no setor de construção civil, com estímulo do programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal, o que deve incentivar as vendas de aços longos nos próximos meses.

Na segunda-feira, a Associação Mundial do Aço afirmou que a produção brasileira do metal em agosto somou 2,676 milhões de toneladas, acima das 2,496 milhões de toneladas em julho. Mas sobre agosto de 2008 houve queda de 15 por cento, segundo a entidade.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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