! Bancos reduzem taxas para pessoas e aumentam para empresas, diz pesquisa - 23/09/2009 - Reuters - Economia
UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

23/09/2009 - 16h48

Bancos reduzem taxas para pessoas e aumentam para empresas, diz pesquisa

SÃO PAULO (Reuters) - Os bancos brasileiros reduziram as tarifas de serviços financeiros cobradas de pessoas físicas de 2008 para 2009, mas as reajustaram para empresas. É o que aponta um estudo da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), órgão do Ministério da Fazenda, responsável pela defesa da concorrência.

De acordo com o levantamento, em julho deste ano, as tarifas de 20 serviços cobradas de clientes de varejo eram inferiores às observadas em janeiro de 2008.

De um total de 32 serviços, apenas quatro tiveram alta de preços. São eles: confecção de cadastro (+313%), renovação de cadastro (+104%), exclusão do cadastro de emitentes de cheque sem fundo (+34%) e concessão de adiantamento (+25%).

Em contrapartida, os preços de vários serviços básicos tiveram quedas consideráveis. Foi o caso de 2a via de cartão de débito (-79%), 2a via de cartão de movimentação de conta (-80%) e de folhas de cheques (-52%). Também houve diminuição nas tarifas cobradas por saques, extratos e transferências eletrônicas.

"Apesar do cenário de redução das operações de crédito, os bancos não tentaram compensar uma possível queda na receita por meio do aumento das tarifas para as pessoas físicas", segundo trecho do documento da Seae.

Outra conclusão da Seae é que os bancos públicos vêm cobrando preços mais baixos que seus concorrentes privados para a maioria dos serviços. "Segundo dados de julho de 2009, 21 dos 32 serviços prioritários têm um preço médio menor nos bancos públicos", conforme a Seae.

Outro lado
Em contrapartida, o levantamento aponta que, como as tarifas dos serviços voltados para pessoas jurídicas não foram padronizadas, este foi o segmento que registrou os maiores aumentos de preços.

"É possível que movimentos de subsídio cruzado surjam entre estes dois setores, isto é, os bancos poderiam compensar a existência de restrições no segmento de pessoas físicas com reajustes de preços no segmento de pessoas jurídicas", avaliou a Seae.

(Reportagem de Aluísio Alves)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host