! BB terá ADRs só em 2010 e vê redução do "desconto" dado ao banco - 23/09/2009 - Reuters - Economia
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23/09/2009 - 16h13

BB terá ADRs só em 2010 e vê redução do "desconto" dado ao banco

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Banco do Brasil deve lançar seus recibos de ações na Bolsa de Valores de Nova York (ADR, na sigla em inglês) apenas no ano que vem, afirmou nesta quarta-feira o vice-presidente financeiro do BB, Ivan Monteiro.

Segundo ele, não há prazo suficiente pra que o BB atenda às normas e exigências de órgãos reguladores do Brasil e dos Estados Unidos para lançar seu papéis no exterior ainda em 2009.

"Acho difícil sair o ADR este ano, só no ano que vem", disse o executivo a jornalistas após participar de evento da Câmara França-Brasil, no Rio.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto autorizando o aumento da participação de estrangeiros no capital do BB de 12,5 para 20 por cento. O governo também autorizou o banco estatal a emitir American Depositary Receipts (ADRs) lastreados em ações ordinárias de sua emissão.

"A nossa pauta prevê o lançamento de ADR Nível 1", frisou Monteiro.

Conforme o executivo, desde a aprovação do governo para o lançamento de ADRs pelo BB, o volume de ações negociadas do banco na Bovespa passou de 60 milhões para quase 100 milhões de reais, na última sexta-feira.

"Torcemos até o último minuto na sexta-feira na Bovespa. Quase superamos (o volume de negociação de ações de) Itaú e Bradesco, fato que não acontece há anos", declarou.

Monteiro afirmou ainda que com os ADRs a tendência é que o desconto dado por investidores às ações do BB em relação aos seus pares diminua.

"(Não ter ADRs) era uma restrição de liquidez para nós. Vamos eliminar. A liquidez da nossa ação vai crescer bastante", avaliou Monteiro.

REORGANIZAÇÃO EM SEGUROS

O vice-presidente do BB reiterou que a instituição passa por uma reestruturação de sua área de seguros. A meta é elevar de 12 para 20 por cento a participação desse negócio no resultado do banco em alguns anos.

Questionado se isso será possível sem aquisições, o executivo não descartou que o BB possa fazer compras nessa área. Porém, recusou-se a dar detalhes.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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