! Metalúrgicos de Taubaté voltam ao trabalho na 5a-feira - 23/09/2009 - Reuters - Economia
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23/09/2009 - 18h51

Metalúrgicos de Taubaté voltam ao trabalho na 5a-feira

SÃO PAULO (Reuters) - Os cerca de 6.700 trabalhadores de fábricas da Volkswagen e da Ford em Taubaté, no interior de São Paulo, aceitaram suspender a greve desta quarta-feira, após as montadoras terem se prontificado a apresentar na semana que vem nova proposta de acordo salarial.

Assim, as atividades devem ser retomadas na quinta-feira, de acordo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Os metalúrgicos declararam greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, em busca de uma renegociação de acordo salarial acertado na semana passada.

Segundo o sindicato, após ter sido fechado na semana passada um índice de reajuste com as montadoras de 6,53 por cento, mais abono de 1.500 reais, os trabalhadores decidiram rejeitar o acordo.

Em assembleia no final da tarde, os trabalhadores votaram pela suspensão da greve, após as montadoras afirmarem o compromisso de reabrir negociações a partir da semana que vem se as atividades fossem retomadas já na quinta-feira.

A decisão pela paralisação ocorreu após metalúrgicos da General Motors da região de São Jose dos Campos (SP) terem conseguido aumento salarial de 8,3 por cento e abono de 1.950 reais via intermediação do Tribunal Regional do Trabalho.

A fábrica da Volkswagen em Taubaté, que emprega 5.200 trabalhadores, produz os modelos Voyage, Gol e Parati a um ritmo diário de cerca de 1.050 unidades, segundo o sindicato.

A fábrica da Ford, que tem cerca de 1.500 funcionários, é dedicada à produção de motores e transmissão, informou a entidade.

No Paraná, a greve na fábrica da Volkswagen-Audi segue desde 3 de setembro. Segundo o Sindicato de Metalúrgicos da Grande Curitiba, filiado à Força Sindical, cerca de 14 mil carros já deixaram de ser fabricados com a paralisação.

Um dos pontos de discórdia é o índice de reajuste. Enquanto os 3.500 funcionários da unidade exigem aumento de 10 por cento, a proposta mais recente da montadora é de 7,57 por cento.

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr. e Georgia Jordan)

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