! Siderúrgicas criticam ameaça do governo sobre aço importado - 23/09/2009 - Reuters - Economia
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23/09/2009 - 18h34

Siderúrgicas criticam ameaça do governo sobre aço importado

SÃO PAULO (Reuters) - O Instituto Aço Brasil (IABr), que representa as siderúrgicas no país, classificou nesta quarta-feira como injustificáveis as "ameaças" do governo de reduzir a tributação sobre o aço importado.

O comunicado da entidade vem em resposta às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na segunda-feira, afirmando que o governo pode reduzir ou até zerar as tarifas de importação do aço para impedir reajustes no mercado interno.

"Temos convicção de que as políticas que vêm sendo adotadas pelas empresas mostram-se consistentes com as necessidades de suas cadeias produtivas, e do próprio país, não se justificando ameaças de medidas incompatíveis com o artificialismo e as incertezas que ora prevalecem no cenário siderúrgico mundial", afirmou o IABr em nota à imprensa.

A tributação de produtos siderúrgicos vindos do exterior foi retomada no meio deste ano, diante da pressão de siderúrgicas instaladas no país atingidas pela crise global, depois de ter ficado zerada por alguns anos.

"Não foi registrada, em nenhum momento, qualquer proposta de um diálogo estruturado e aberto entre o governo e as partes interessadas buscando identificar alternativas que atendam às necessidades dos setores envolvidos sem prejuízo da retomada do nível de atividades da nossa economia", declarou o IABr.

O instituto menciona, ainda, que os resultados consolidados das siderúrgicas no Brasil no primeiro semestre apontam queda de 30,5 por cento na receita e de quase 54 por cento no lucro ante o mesmo intervalo do ano passado.

"A produção de aço bruto vem crescendo gradualmente, embora no acumulado de janeiro a agosto esteja ainda 34 por cento inferior a igual período de 2008. Também as exportações vêm crescendo, tendo registrado, nos últimos três meses, volumes 82 por cento superiores aos do primeiro trimestre", de acordo com o IABr.

"As importações mantêm-se praticamente inalteradas, a despeito da queda de 34 por cento no consumo interno, assumindo desse modo participação crescente no mercado doméstico", completou.

(Texto de Cesar Bianconi; Edição de Bruno Marfinati)

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