! Fim de estímulos será importante para futuro de ratings--Fitch - 24/09/2009 - Reuters - Economia
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24/09/2009 - 18h00

Fim de estímulos será importante para futuro de ratings--Fitch

NOVA YORK (Reuters) - A perspectiva para o rating "AAA" de Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Espanha e Alemanha irá depender em parte das estratégias de retirada dos estímulos fiscais emergenciais, disse nesta quinta-feira a Fitch Ratings.

Embora o relaxamento fiscal coordenado tenha reduzido os riscos de um abalo mais forte na economia global, é necessário mais transparência sobre como os estímulos serão interrompidos, avaliou a Fitch.

"Os governos precisam ratificar a confiança em seu compromisso com a consolidação fiscal no médio prazo --um apoio importante para o status "AAA" e para a capacidade de financiar e sustentar grandes déficits fiscais no curto prazo-- ao articular estratégias de saída confiáveis relativamente em breve", afirmou o chefe global de ratings soberanos da Fitch, David Riley, por meio de um comunicado.

Muitas projeções fiscais de governos foram publicadas no início de 2009, quando o foco primário da política era a estabilização da economia e o abrandamento dos riscos de deflação, disse a Fitch.

Mas com as previsões de crescimento sendo revistas para cima e os temores de deflação se dissipando, os governos precisam adotar medidas mais agressivas no tocante às metas de redução da dívida e detalhar como elas serão alcançadas, afirmou a agência.

"Dada a ainda frágil recuperação da economia, uma consolidação fiscal agressiva em 2010 seria prematura, mas definir agora planos para explicar como os déficits e as dívidas serão reduzidas depois de 2010 ajudaria a renovar a confiança", segundo a Fitch.

Espera-se que o encontro entre líderes mundiais em Pittsburgh nesta semana discuta como desmontar os maciços programas de estímulo sem desestabilizar a economia novamente. Centenas de bilhões de dólares foram injetados na economia global no ano passado, e os chefes de Estado do G20 estão ansiosos para mostrar que possuem um plano para retirar esses estímulos.

A dívida pública alcançará cerca de 80 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até o final de 2010 na Grã-Bretanha, França e Alemanha, e quase 90 por cento nos Estados Unidos, níveis historicamente altos para o padrão "AAA", de acordo com a Fitch.

Embora a dependência do setor bancário a programas de financiamento está diminuindo, as garantias existentes continuarão valendo por vários anos, disse a Fitch.

"A proporção da dívida pública permanentemente e substancialmente alta deixará as finanças públicas mais vulneráveis a choques futuros, incluindo, por exemplo, o impacto do envelhecimento da população nos gastos públicos", considerou a agência.

(Reportagem de Dena Aubin)

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