! Oferta de sondas segue escassa no mercado--Gabrielli - 30/09/2009 - Reuters - Economia
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30/09/2009 - 14h03

Oferta de sondas segue escassa no mercado--Gabrielli

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - Continua escassa a oferta de sondas para águas ultraprofundas no mercado, apesar da recente queda na atividade econômica global devido à crise, informou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, nesta quarta-feira.

Segundo ele, a questão tem sido levada em consideração pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nas avaliações de pedidos de prorrogação de datas para planos de desenvolvimento de blocos.

Questionado se a Petrobras está com problemas para cumprir prazos acertados com a ANP, Gabrielli afirmou que a empresa tem mais de 200 áreas no momento e que não poderia falar sobre blocos específicos, mas indicou que eventuais pedidos de adiamentos de etapas têm sido feitos.

"A ANP em geral reconhece quando há limitações objetivas, particularmente a inexistência de sondas no mundo ou dificuldades técnicas", afirmou a jornalistas o presidente da estatal, após participar de evento sobre o pré-sal.

"Ela reconhece, analisa e define se vai ter extensão ou não do prazo", acrescentou ele, admitindo que recentemente foram autorizadas prorrogações para 17 áreas da empresa.

"Hoje tem uma limitação mundial de sondas de águas profundas. O problema permanece mundialmente, pois os contratos têm prazos longos".

Ao comentar sobre a economia global, Gabrielli minimizou a crise, destacando que a empresa está "batendo todos os recordes de exportação". Ele não forneceu números, no entanto.

O executivo afirmou que a companhia tem registrado boas vendas externas tanto de petróleo como de derivados e que o superávit de sua balança comercial "é bastante alto no momento".

O presidente da Petrobras disse que o atual patamar de preço do petróleo é favorável para a execução dos investimentos programados.

"Com o petróleo a 65 dólares (o barril) estamos bastante tranquilos sob o ponto de vista da financiabilidade do nosso plano de investimentos".

Segundo ele, o plano será revisado como ocorre normalmente no final do ano e um novo documento com diretrizes para os próximos cinco anos deverá ser divulgado no início de 2010.

(Reportagem de Roberto Samora, Edição de Marcelo Teixeira)

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