! EUA demitem mais em setembro, taxa de desemprego sobe - 02/10/2009 - Reuters - Economia
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02/10/2009 - 11h03

EUA demitem mais em setembro, taxa de desemprego sobe

WASHINGTON (Reuters) - Empregadores norte-americanos fecharam 263 mil postos de trabalho em setembro, mais que o esperado, elevando a taxa de desemprego para 9,8 por cento, mostrou um relatório do governo nesta sexta-feira, que incitou temores de que a fraqueza do mercado de trabalho pode prejudicar a recuperação econômica.

O Departamento de Trabalho informou que a taxa de desemprego foi a mais alta desde junho de 1983 e que o número de empregos caiu pelo vigésimo primeiro mês consecutivo.

Analistas consultados pela Reuters previam que 180 mil cortes em setembro, e alta da taxa de desemprego para 9,8 por cento, contra 9,7 por cento no mês anterior.

"O número vai colocar um obstáculo real na antecipação de uma forte recuperação. O número de demissões está se movendo na direção errada... É um número ruim", disse Joseph Trevisani, analista de mercado sênior da FX Solutions, em Nova Jersey.

O governo também revisou as demissões de julho e agosto para contabilizar 13 mil cortes a mais do que o inicialmente divulgado.

A alta do desemprego é vista como um fator destoante na recuperação da economia, que sai da pior recessão em 70 anos. Acredita-se que a economia começou a crescer no terceiro trimestre.

Desde o início da recessão, o número de pessoas desempregadas aumentou 7,6 milhões, para 15,1 milhões, segundo o departamento.

Embora os cortes tenham moderado em relação ao começo deste ano, as companhias ainda não estão contratando em larga escala, provavelmente no aguardo de um sinal de que a retomada econômica é sustentável.

No setor manufatureiro, houve 51 mil cortes em setembro, enquanto as indústrias de construção também demitiram.

O segmento de prestação de serviços fechou 147 mil posições no mês passado e as indústrias de bens de produção demitiram 116 mil trabalhadores.

Os setores de educação e serviços de saúde contrataram 3 mil pessoas, mas os postos de trabalho no governo recuaram 53 mil.

Ainda mais preocupante para os analistas, a média de horas trabalhadas na semana, dado estreitamente relacionado à produção em geral e que fornece indícios sobre quando as empresas começam a contratar, caiu para 33 horas em setembro, ante 33,1 em agosto.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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