! Meirelles vê 'espaço significativo' para aumentar reservas do Brasil, hoje em US$ 224 bi - 05/10/2009 - Reuters - Economia
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05/10/2009 - 15h20

Meirelles vê 'espaço significativo' para aumentar reservas do Brasil, hoje em US$ 224 bi

Por Axel Bugge

ISTAMBUL, 5 de outubro (Reuters) - O Brasil ainda tem muito espaço para aumentar as já consideráveis reservas internacionais, disse nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

"Acreditamos que ainda temos espaço significativo para aumentar as reservas", disse Meirelles em entrevista à Reuters em Istambul, onde ocorre o encontro semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Temos a política de comprar reservas para aumentar a resiliência do país contra crises, e ela se mostrou bem sucedida durante a última crise".

As reservas internacionais do Brasil começaram outubro em mais de US$ 224 bilhões, contra US$ 200,8 bilhões no começo de 2009, por causa das compras de dólares por meio de leilões no mercado à vista.

O Brasil cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano, após ter registrado contração da economia nos dois trimestres anteriores.

Nos últimos meses, os mercados brasileiros acompanharam a melhora econômica, com alta de cerca de 65% da Bovespa neste ano e queda de cerca de 24% do dólar em relação ao real.

Perguntado sobre o desempenho da moeda, Meirelles disse que a política do banco central é de não interferir.

"O compromisso que nós temos é de não trazer volatilidade desnecessária para os mercados, e nós não tentamos influenciar a taxa de câmbio", afirmou.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse nesta segunda-feira que as moedas emergentes devem subir em relação ao euro e ao dólar como parte do processo de reequilíbrio da economia global.

Meirelles afirmou que as perspectivas econômicas do Brasil são robustas para os próximos dez anos, desde que o próximo governo não faça nenhuma mudança na política econômica.

Ele disse que a economia brasileira cresceu, em média, quase 5% entre 2004 e 2008, e acrescentou que "eu acho que o Brasil tem condições de manter essa tendência nos próximos dez anos".

"A única condição é que o próximo governo precisa manter as responsabilidades monetária, fiscal e cambial, e não cair na tentação de voltar aos hábitos antigos", disse, acrescentando que vê pouca probabilidade de que isso ocorra, independentemente de quem ganhe as eleições de 2010.

Meirelles, que se afiliou ao PMDB, reiterou que está comprometido com o BC até decidir em março de 2010 seu futuro político. "Até lá, estarei dedicado integralmente ao Banco Central".

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