! Recuperação global pressiona IGP-DI com commodities - 06/10/2009 - Reuters - Economia
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06/10/2009 - 13h49

Recuperação global pressiona IGP-DI com commodities

Por Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO (Reuters) - A retomada da economia mundial está pressionando o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), por meio de um aumento das commodities industriais, avaliou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O indicador subiu 0,25 por cento em setembro, ante alta de 0,09 por cento em agosto. Foi a maior alta desde outubro de 2008.

Analistas consultados pela Reuters previam, segundo a mediana das estimativas, taxa de 0,28 por cento.

A aceleração deve manter-se em outubro, devido à alta dos itens industriais, ao menor alívio das isenções fiscais no setor automotivo e a reajustes de algumas tarifas.

"Nossa recuperação da economia, simultânea à retomada mundial, está provocando alta de preços", disse a jornalistas Salomão Quadros, economista da FGV.

"Não é uma avalanche de altas. É uma volta à inflação de maneira controlada, no ritmo da economia. É uma descompressão paulatina... Pode ser que seja uma antecipação de altas que venha a se esgotar. Por enquanto não acho que seja motivo para alta dos juros."

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,29 por cento em setembro, após a elevação de 0,07 por cento no mês anterior.

O IPA agrícola fechou o mês com queda de 0,76 por cento, ante variação positiva anterior de 0,01 por cento, mas o IPA industrial avançou em ritmo maior, passando de alta de 0,10 por cento em agosto para 0,63 por cento.

As principais altas individuais de preços no atacado foram de açúcar cristal, cana-de-açúcar, óleo combustível, batata-inglesa e açúcar refinado.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,18 por cento em setembro, ante avanço de 0,20 por cento em agosto.

Os custos do grupo Alimentação contribuíram para a ligeira desaceleração, caindo 0,11 por cento no mês passado após subirem 0,40 por cento no anterior. A queda foi provocada pelos produtos in natura e recuo de laticínios.

Já os preços de Vestuário reverteram parte do recuo de 0,98 por cento de agosto, avançando 0,42 por cento em setembro.

"O IPC está chegando ao limite da desaceleração, visto que não há espaço para mais quedas, e virão pela frente impactos de automóveis que não terão mais o benefício do IPI", acrescentou Quadros.

O governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis para animar o consumo em meio à crise global, mas as alíquotas estão sendo gradualmente retomadas a partir de outubro.

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