! CORREÇÃO-Montadoras celebram recorde, mas têm cautela por IPI - 07/10/2009 - Reuters - Economia
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07/10/2009 - 18h05

CORREÇÃO-Montadoras celebram recorde, mas têm cautela por IPI

(Corrige último parágrafo para esclarecer que aumento das vendas da Ford foi de 28,5 por cento, e não de 2,85 por cento)

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O fim dos descontos no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) provocou uma corrida às concessionárias em setembro, confirmou nesta quarta-feira a associação que representa os fabricantes de automóveis, comemorando recordes de vendas após um mês de greves e queda na produção.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), porém, admitiu que o resultado do mês passado foi atípico e evitou calcular o impacto que o fim dos benefícios fiscais, o provável aumento do aço e os custos salariais maiores terão sobre o setor nos próximos meses.

As vendas no mês passado de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 308,7 mil unidades, alta de 19,6 por cento sobre agosto e de 14,9 por cento ante setembro de 2008. Foi o melhor desempenho mensal de vendas da história da indústria automotiva.

"Estamos caminhando para o melhor ano do mercado interno brasileiro", disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider. Ele não alterou, no entanto, a previsão de alta de 6,4 por cento das vendas de veículos automotores em 2009.

No último dia das isenções fiscais, o licenciamento de veículos alcançou 26.157 unidades, outro recorde.

A produção, porém, caiu 6,7 por cento em setembro ante agosto e teve queda de 8,4 por cento sobre setembro do ano passado, para 275,3 mil unidades.

Segundo Schneider, o principal motivo para a diminuição foram as paralisações em fábricas da Volkswagen e General Motors, entre outras, por negociações salariais. O descompasso entre produção e vendas reduziu os estoques de 26 para 17 dias.

A indústria reconhece que haverá aumento das pressões de custo, mas Schneider apontou para a competitividade do mercado e manteve em aberto o prazo para uma provável alta dos preços.

"Vamos ter que acompanhar o comportamento do mercado (consumidor), ver o que esse final de IPI representa."

"O aumento do aço preocupa, seja de que tamanho for, porque tem impacto direto nos nossos custos", afirmou Schneider.

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Embora a indústria tenha batido recordes de vendas no mercado interno, as exportações continuaram a mostrar fraqueza, com queda de 6 por cento na comparação mensal e 30,6 por cento na anual, para 43.084 unidades.

Schneider culpou a situação das principais economias do mundo, que ainda patinam após a crise agravada em setembro do ano passado. Ele alertou, porém, que a queda do dólar para os menores níveis em mais de um ano deve prejudicar a competitividade do setor quando aumentar a demanda externa.

"Provavelmente a gente não vai conseguir (participação de mercado) na mesma dimensão que nós tínhamos", disse.

No mercado interno, a Fiat manteve a liderança entre as montadoras, vendendo 69.935 unidades de automóveis e comerciais leves em setembro, alta de 13,1 por cento sobre agosto.

A Volkswagen vendeu 65.590 unidades, aumento mês a mês de 12,2 por cento; a General Motors vendeu 61.888 unidades, avanço de 22,7 por cento; e a Ford teve vendas de 29.078 unidades, elevação de 28,5 por cento sobre agosto.

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