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08/10/2009 - 14h26

Previ negocia consórcio da Vale/CPFL/Neoenergia para Belo Monte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, está tentando montar um consórcio que junte a Vale, CPFL e Neoenergia, empresas nas quais tem participações relevantes, para disputar a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

Segundo o presidente da Previ, Sérgio Rosa, no momento não há conversa com outros sócios, e negou uma possível negociação com a Suez Energy, conforme especulado na mídia.

"Nesse momento não tem mais gente, mas pode ser que mais à frente entrem outros", explicou a jornalistas nesta quinta-feira.

Maior acionista da Vale, a Previ teria problemas de conflito de interesse se as companhias estivessem em consórcios diferentes, explicou o diretor de participações, Joilson Ferreira.

"Seria complicado se cada uma ficasse num consórcio, ia ter que sair da sala", disse Ferreira sobre o dia do leilão, quando os consórcios ficam isolados em salas tomando decisões sobre os lances.

Segundo Ferreira, o governo, representado pelas controladas da Eletrobrás, deverá ficar com 49 por cento do projeto e o restante com o consórcio vencedor. "Não está fechado, mas para a Previ seria melhor elas irem junto", disse o executivo.

PUBLICIDADE VALE

A Vale aumentou significativamente a sua publicidade no Brasil após sucessivas críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as demissões realizadas pela mineradora --quase duas mil durante a crise-- e os pesados investimentos fora do país.

Além de inúmeras páginas em revistas e jornais com os empreendimentos das companhia no país, a Vale tem anunciado fortemente em canais de TV a cabo e na TV aberta, inclusive participando de programas populares.

Nesta quinta-feira, um colunista do jornal O Globo informou que a companhia contratou como garoto-propaganda o ator José Mayer, galã do momento que estrela a novela das 21h da TV Globo.

Perguntado por jornalistas se a empresa está no caminho certo com tanta publicidade, o presidente da Previ foi direto:

"Não precisava ser tanto", declarou a jornalistas após lançamento do código Previ de governança corporativa para o setor imobiliário.

Procurada pela Reuters a Vale não tinham ninguém imediatamente disponível para comentar sobre o consórcio de Belo Monte ou os investimentos publicitários.

(Por Denise Luna)

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