UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

08/10/2009 - 16h03

Previ quer dobrar carteira imobiliária em 5 anos

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil, quer ampliar seus investimentos no setor imobiliário nos próximos anos para 5% do seu patrimônio, ante os pouco menos de 3%, ou R$ 3,4 bilhões, atualmente.

O foco, no entanto, não serão companhias abertas, apesar do "boom" do setor na Bolsa, mas edifícios comercias, shopping centers e galpões industriais, além de planos ainda incipientes em obras de infraestrutura voltados para a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016, informou o diretor de participações da Previ, Joilson Ferreira.

Em 2008, a carteira da Previ com o setor imobiliário teve rendimento de 21,6%.

"Vamos olhar muito para Copa e Olimpíadas pela Invepar", disse Ferreira a jornalistas após o lançamento do código da Previ sobre governança corporativa do setor imobiliário.

A Invepar é um consórcio para investimentos nesse segmento formado pela Previ, com 50%, e o restante dividido entre os fundos de pensão Petros (da Petrobras), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e a construtora OAS.

Ferreira explicou que a Previ não vai investir na construção de estádios de futebol, por exemplo, mas poderá participar dos edifícios comerciais que serão construídos junto a eles.

"A maior parte desses prédios que serão construídos (estádios, ginásios, hotéis) tem edificações comerciais acopladas, e é isso que nos interessa."

De acordo com Ferreira, os estádios e hotéis são menos atrativos para os fundos de pensão porque não possuem uma renda previsível, ao contrário dos aluguéis de lojas dos centros comercias.

Recentemente, a entidade vendeu o Hotel Meridien, no Rio de Janeiro, e tentou sem sucesso se desfazer do complexo hoteleiro Costa do Sauípe, na Bahia. Segundo Ferreira, a solução foi implantar uma nova gestão em Sauípe e aguardar até o próximo ano o resultado da nova administração.

A Previ também planeja investir na expansão do Metrô do Rio, controlado pela entidade, obra que será feita em parceria com o governo do Estado e que pela vontade de Ferreira se estenderá até a Barra da Tijuca por baixo da terra. Um consórcio liderado pela Queiroz Galvão, no entanto, possui a concessão do trecho adquirido em leilão na década de 1990, apesar de nunca ter iniciado as obras.

"A Previ está preparada para investir e fazer o metrô via Invepar se o governo definir que o metrô vai até a Barra", disse o diretor.

O projeto vitorioso do Rio para as Olimpíadas prevê metrô subterrâneo até a Gávea e a ligação para a Barra, onde ocorrerá a maioria dos jogos, seria feita por Veículos Leves sobre Pneus (VLP).

"Se mudarem para VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) podemos até estudar, mas VLP não é nosso negócio", informou.

Ferreira disse, ainda, que existem planos de abrir o capital da Invepar, mas ainda não há nada concreto.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host