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12/10/2009 - 15h03

BC holandês assume controle do DSB; governo promete investigação

Por Gilbert Kreijger e Ben Berkowitz

AMSTERDÃ (Reuters) - O banco central holandês assumiu o controle do DSB Bank e virtualmente congelou as contas de cerca de 400 mil clientes, além de designar oficiais para cuidar da provável liquidação da concessora de empréstimos.

Outros bancos, que financiam parcialmente o sistema estatal de garantias de depósitos, enfrentam dívidas de cerca de 3,5 bilhões de euros (5,2 bilhões de dólares).

A decisão do BC holandês veio logo após o fracasso nas tentativas de restaurar a liquidez do DSB, de controle privado, por meio de um consórcio formado pelo ING, SNS Reaal, Rabobank o ABN Amro e Fortis Bank Nederland.

As negociações não avançaram devido a preocupações com perdas de crédito e possíveis demandas judiciais contra o DSB.

O ministro de Finanças Wouter Bos disse que o governo vai investigar a conduta dos atuais e antigos administradores do DSB, incluindo o ex-ministro de Finanças e atual presidente-executivo do ABN Amro, Gerrit Zalm.

A tomada de controle pelo banco central pôs fim a meses de controvérsias envolvendo o DSB, que em julho foi multado por um órgão regulador por emprestar a clientes mais do que eles poderiam pagar. Tais empréstimos foram feitos em 2008, quando Zalm era o diretor financeiro do banco.

No dia 1o de outubro, o chefe de uma fundação que representa os clientes do DSB apareceu na TV nacional, chamando-os a retirar seus depósitos.

O presidente do BC holandês, Nout Wellink, disse que, desde então, um sexto dos depósitos havia sido sacado.

Em comunicado, o banco ING informou que sua exposição ao DSB era limitada, enquanto o Rabobank disse que estava "chocado" com o colapso. O ABN Amro admitiu que sua exposição pode ser "substancial", mas ressalvou que seus níveis de capital não seriam afetados. O SNS Reaal disse que sua exposição era limitada e que sua capitalização era suficiente.

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