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12/10/2009 - 10h55

Refinaria Aramco-Total custará mais de US$ 12 bi, diz executivo

Por Stanley Carvalho

ABU DHABI (Reuters) - A saudita Aramco e a francesa Total devem gastar mais de 12 bilhões de dólares na construção de uma refinaria conjunta em Jubail, disse um executivo nesta segunda-feira.

A instalação, com capacidade para 400 mil barris de petróleo por dia, deve ser concluída no final de 2012 e entrará em operação em março de 2013, de acordo com Daniel Lecombe, diretor da futura refinaria, que participa de uma conferência da Associação Mundial do Refino.

"O custo de EPC (engenharia, processos e construção, na sigla em inglês) é de 9,6 bilhões de dólares, e em cima disso, há outros custos (...) do proprietário, no nosso caso o custo do financiamento, que é de 25 por cento a mais, o que resulta em mais de 12 bilhões de dólares," afirmou.

Os recursos para a refinaria, que incluirá também uma unidade petroquímica com capacidade para 700 mil toneladas por ano, virão de bancos comerciais da Europa, Oriente Médio e Ásia, de agências de créditos de exportação, de fundos sauditas e da emissão de títulos islâmicos, chamados sukuk, segundo Lacombe.

"O sukuk poderia ser de mais de 500 milhões de dólares, e há grandes chances de que emitamos sukuk para o qual há um grande apetite no reino (saudita)," afirmou o executivo, acrescentando que os investidores desse sukuk poderiam incluir fundos estatais de pensão e investidores privados sauditas.

Esses títulos islâmicos, disse Lacombe, podem ser lançados já em 2010.

A dívida contraída para esse projeto será de 65 por cento do capital total, e o financiamento deve estar todo liberado em dezembro ou janeiro próximos.

Nos dois primeiros anos depois do início do projeto, é possível que haja uma abertura de capital, afirmou. "A intenção é que o IPO (oferta inicial de ações) seja feito em Riad, e 25 por cento da participação saudita irá para o IPO," disse ele, acrescentando que isso iria reduzir a participação da Aramco para 37,5 por cento.

Atualmente, a Aramco detém 62,5 por cento do projeto, e a Total controla os demais 37,5 por cento.

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