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14/10/2009 - 20h48

Vale assina investimentos em MG de R$ 9,5 bilhões até 2015

BELO HORIZONTE (Reuters) - A Vale informou nesta quarta-feira que assinou protocolo de investimentos de 9,5 bilhões de reais com o estado de Minas Gerais para expansão de seus ativos até 2015.

Minas Gerais foi o estado mais atingido pela redução de atividade da Vale durante a crise financeira que freou a demanda por minério de ferro no mundo. A mineradora fechou algumas minas e realizou demissões.

"A parceria entre o estado de Minas Gerais e a Vale é histórica. (...) É muito importante que tenhamos em Minas futuros novos investimentos que agreguem ainda maior valor à matéria-prima daqui extraída", disse o governador do estado, Aécio Neves (PSDB), em pronunciamento.

No protocolo de investimentos assinado nesta quarta-feira, a Vale informou que vai implantar os projetos de expansão "para atendimento de uma demanda crescente de minério de ferro no mercado mundial", informou a companhia.

Os projetos listados pela empresa são Apolo, Itabira e Vargem Grande.

O Apolo prevê a abertura de lavra e a implantação de uma usina de beneficiamento para a produção de minério de ferro entre os municípios de Santa Bárbara e Caeté. Serão investidos 4,4 bilhões de reais, e o início da implantação está previsto para 2010, com término em 2013.

O Itabira terá investimento estimado de 2,68 bilhões de reais no aproveitamento de 500 milhões de toneladas de itabiritos pobres para implantação de uma nova usina, onde serão produzidas 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O projeto Vargem Grande prevê entre 2010 e 2012 a instalação de uma nova usina para aproveitar minérios itabiríticos das Minas de Abóboras, Tamanduá e Capitão do Mato. O projeto tem investimento estimado de 2,3 bilhões de reais e produção prevista de 10 milhões de toneladas de minério por ano.

"Estamos numa fase de reestruturar alguns ativos. Em função de algumas minas já estarem com os custos relativamente elevados, a gente tem começado minas novas para substituir as que vão entrar na fase final de vida", disse o presidente da Vale, Roger Agnelli.

A Vale informou que a expansão vai gerar 2.200 empregos diretos. Durante a crise a Vale demitiu 1.900 pessoas nas suas operações no mundo inteiro.

(Por Marcelo Portela; Texto de Denise Luna e Bruno Marfinati; Edição de Marcelo Teixeira)

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