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15/10/2009 - 14h59

ENTREVISTA-ANP buscará os 5 bi barris em área próxima de Tupi

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombutíveis (ANP) prevê para novembro o início de perfurações contratatas junto à Petrobras visando descobrir os 5 bilhões de barris que serão utilizados para a capitalização da empresa, informou à Reuters o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.

Segundo o executivo, as perfurações pelas duas sondas que serão deslocadas pela estatal de outros projetos vão se concentrar na chamada "picanha" do pré-sal, ou seja, próximas dos campos onde já foram feitas grandes descobertas, como Tupi.

"Nós constituímos uma comissão mista da Petrobras e ANP para analisar o platô de São Paulo onde está Tupi, e vamos buscar a área que tem mais possibilidade", explicou Lima.

"Por enquanto não se chegou a uma conclusão, mas vai ser perto de Tupi", acrescentou.

De acordo com Lima, a chamada "picanha azul" é a área demarcada ao longo da costa que concentra todas as descobertas do pré-sal. "Parece uma picanha, e azul porque está no mar", definiu.

Lima informou que no centro dessa área nobre no pré-sal fica o platô de São Paulo, cujas chances de sucesso seriam de praticamente 100 por cento.

"O nosso propósito é identificar 5 bilhões de barris em áreas não concedidas dentro do pré-sal", explicou.

Um dos projetos enviados pelo governo ao Congresso, visando mudar a regulamentação do setor de petróleo, envolve a capitalização da Petrobras.

Colocando de forma simples, a União pretende conceder à Petrobras os direitos de exploração de reservas com cerca de 5 bilhões de barris em troca de ações da companhia.

Para definir o valor do barril de petróleo, e consequentemente o tamanho da operação, é necessário definir com exatidão a localização das reservas, trabalho que está à cargo da ANP, que contratou a Petrobras para auxiliá-la.

Lima revelou ainda que a preferência é a escolha de uma área que não será unitizada, ou seja, um local cujos reservatórios não extrapolem para os blocos já concedidos.

"Queríamos evitar blocos com unitização, porque seria mais um problema", explicou.

(Edição de Marcelo Teixeira)

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