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02/11/2009 - 12h56

HSBC deve aumentar presença na China em 2010

Por Faith Hung e Joseph Chaney

TAIPÉ (Reuters) - O HSBC Holdings pretende aumentar sua presença na China em cerca de 20 por cento no próximo ano, enquanto se prepara para uma oferta pública inicial de ações em um de seus mercados que vem crescendo mais rapidamente, disse um alto executivo da empresa.

O maior banco da Europa pretende abrir entre 15 e 20 novas agências na China no próximo ano, assim que receber aprovação regulatória, além dos entre 90 e 100 que terá no final deste ano, disse o executivo-chefe do HSBC na Ásia, Sandy Flockhart, em Taipé na segunda-feira.

"Seremos o maior banco internacional na China", disse Flockhart a repórteres, após a primeira reunião do conselho do banco em Taipé. "Vamos continuar a investir na China em 2010."

O HSBC vem sendo um dos bancos estrangeiros mais ativos na China, onde no primeiro semestre deste ano teve lucros de 752 milhões de dólares, responsáveis por cerca de 15 por cento dos lucros totais da empresa.

Na China, o banco compete com rivais como o Citigroup e o Standard Chartered.

Além de sua própria rede de agências, os investimentos do HSBC na China incluem uma participação de 19 por cento no Bank of Communications, uma participação de 16,8 por cento na seguradora Ping An Insurance e uma de 12 por cento no Industrial Bank.

O HSBC anunciou recentemente que, para enfatizar a importância que atribui à Ásia, vai adotar um sistema de sedes duplas, em Hong Kong e Londres.

No mês passado o banco anunciou que levaria sua base de poder de volta ao lugar onde nasceu, há 144 anos, transferindo seu executivo-chefe para Hong Kong.

Para destacar a importância da China para seu futuro, o HSBC tornou-se uma de um punhado de empresas estrangeiras a anunciar sua intenção de negociar ações na China a partir do momento em que o país anunciar as regras para essas colocações, o que pode ocorrer ainda no final deste ano ou no início de 2010.

A oferta pública inicial que o HSBC planeja fazer na China depende das exigências regulatórias, e ainda não foi definido um prazo específico para ela, disse Flockhart.

Já no próximo ano o banco tem a possibilidade de levantar até 50 bilhões de yuans (7,3 bilhões de dólares) em uma oferta de suas ações em Xangai, concorrendo para tornar-se uma das primeiras empresas estrangeiras a oferecer suas ações para venda em bolsas da China, disseram à Reuters em agosto pessoas familiarizadas com a questão.

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