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06/11/2009 - 16h11

Para Obama, taxa de desemprego dos EUA mostra desafios

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o aumento da taxa de desemprego no país, para 10,2 por cento em outubro, é um retrato sóbrio dos desafios econômicos à frente.

Após a taxa de desemprego subir inesperadamente para o maior patamar em 26 anos e meio, Obama também informou que sancionou uma lei que estende benefícios para desempregados e compradores de imóveis.

"Acabei de sancionar a proposta de lei que irá ajudar o crescimento de nossa economia, irá salvar e criar novos empregos e dará assistência a famílias e empresas que estão passando por dificuldades", afirmou na Casa Branca.

"A necessidade de tal medida ficou clara com o relatório de empregos que recebemos nesta manhã. Apesar de termos perdido menos empregos que no mês passado, nossa taxa de desemprego subiu para mais de 10 por cento, um número que ressalta os desafios econômicos à frente."

A taxa de desemprego dos EUA saltou para seu nível mais alto em 26 anos e meio, para 10,2 por cento, em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, o que aumenta a pressão sobre Obama para tomar mais medidas para lidar com o desemprego, mesmo com cada vez mais sinais de recuperação.

O Departamento de Trabalho informou que os empregadores cortaram 190 mil postos de trabalho em outubro, número maior que os 175 mil esperados pelo mercado, mas menor que os 219 mil de setembro.

Um detalhe que torna o relatório mais otimista é que os cortes de vagas em agosto e setembro foram revistos, mostrando que houve 91 mil cortes a menos que os divulgados anteriormente.

Embora isso sugira que há melhora nas condições do mercado de trabalho, economistas esperavam que a taxa de desemprego alcançasse 9,9 por cento ante os 9,8 por cento de setembro.

(Reportagem de Matt Spetalnick e Alister Bull)

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