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09/11/2009 - 19h21

Braskem faz acordo para projeto de US$2,5 bi no México

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem anunciou nesta segunda-feira que se associou ao grupo mexicano Idesa para a construção de projeto petroquímico integrado no México, com investimento inicialmente previsto de até 2,5 bilhões de dólares. O empreendimento, localizado no Complexo Petroquímico de Coatzacoalcos, deve entrar em operação em 2015.

Em entrevista coletiva no México, o vice-presidente de Negócios Internacionais da Braskem, Roberto Ramos, informou que a expectativa é de que nos próximos 90 dias seja finalizado o acordo de fornecimento de gás natural, por 20 anos, com a estatal mexicana Pemex, assim como definida a composição acionária do projeto.

Por meio do acordo, a Pemex Gás fornecerá frações de gás natural, que serão utilizadas como matéria-prima para a produção de eteno em cracker integrado a três unidades de polímeros, que produzirão 450 mil toneladas por ano de polietileno de alta densidade (PEAD), 350 mil toneladas por ano de polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) e 200 mil toneladas anuais de polietileno de baixa densidade (PEBD).

A resina produzida será direcionada, conforme a Braskem, ao mercado mexicano, hoje importador de polietileno.

A tendência, conforme executivos da Braskem e da Idesa, é que a companhia brasileira tenha participação superior no empreendimento, em decorrência da diferença de porte entre as empresas.

"Esperamos ter nos próximos seis meses a confirmação das instituições financeiras que participarão do financiamento e a tecnologia que será implementada", acrescentou Ramos.

Em comunicado ao mercado, a Braskem informou que o projeto será 70 por cento financiado por dívida e o restante com capital próprio dos acionistas.

Segundo executivos da petroquímica brasileira e da Idesa, o consórcio já "fez contato e obteve interesse (de financiamento) de organismos multilaterais", dentre os quais o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), assim como agências de fomento de diversos países.

Os executivos destacaram ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seu par mexicano, Nafin, também demonstraram interesse no projeto.

A Pemex havia informado na sexta-feira a assinatura com o consórcio liderado pela Braskem de um acordo para fornecimento de matérias-primas ao complexo petroquímico.

A Pemex fornecerá 66 mil barris diários de etano para que o consórcio construa, desenvolva e opere um cracker "que utilizará o etano adquirido como matéria-prima para a produção de 1 milhão de toneladas/ano de eteno".

(Por Stella Fontes e Alberto Alerigi Jr.)

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