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11/11/2009 - 17h02

Fiesp melhora previsão de emprego na indústria em 2009

SÃO PAULO (Reuters) - O emprego na indústria paulista teve em outubro o maior aumento desde abril do ano passado, dando continuidade à recuperação iniciada em setembro e levando o setor a melhorar a previsão para o ano.

Foram geradas 9 mil vagas em outubro, alta de 0,28 por cento sobre o mês anterior, segundo dados com ajuste sazonal divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira. Sem ajuste sazonal, o emprego cresceu 0,41 por cento.

A Fiesp reviu o prognóstico para o emprego no ano de queda de 5 por cento para uma faixa de recuo de 3 a 4 por cento.

"O patamar de 0,28 por cento é um patamar de crescimento e de certa solidez (do crescimento)," disse Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp.

Em setembro, o emprego havia registrado a primeira variação positiva desde agosto do ano passado, refletindo, com habitual defasagem, a melhora da produção industrial após os efeitos mais significativos da crise mundial.

"Há agora uma redução do estoque negativo de perda de postos de trabalho," acrescentou Francini, referindo-se à queda acumulada de janeiro a outubro de 1,49 por cento, o equivalente ao fechamento de 34 mil vagas. Esse número já chegou a ser de 50 mil nos meses recentes.

Além de estar em crescimento, o emprego vem se mostrando espalhados entre os setores, ressaltou o diretor.

Dezesseis dos 22 setores pesquisados registraram contratações em outubro, quatro apontaram demissões e dois, estabilidade.

As principais variações percentuais positivas foram do setor de Couros e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados, com alta de 2,4 por cento sobre setembro, e de Produtos têxteis, com avanço de 1,5 por cento.

Em termos de abertura de vagas, o destaque foi Veículos automotores, com 1.763 novos postos.

ÚLTIMO BIMESTRE

Francini não fez previsões para os dois últimos meses do ano, mas mostrou-se otimista sobre eles baseado em outro indicador da Fiesp divulgado nesta tarde.

O Sensor, índice antecedente que visa prever a tendência da indústria no mês corrente, foi de 56,3 pontos na primeira quinzena de novembro. Apesar de marcar queda sobre o fechamento de outubro, de 58,3 pontos, o número segue acima da linha de 50 que separa o otimismo do pessimismo.

"O Sensor nos diz que não há nuvens negras no horizonte imediato," afirmou ele.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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