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12/11/2009 - 08h31

AmBev tem lucro 5,8% maior no 3o trimestre

SÃO PAULO, 12 de novembro (Reuters) - A AmBev, parte da maior cervejaria do mundo ABInBev, teve um lucro líquido maior no terceiro trimestre, apoiado em melhora operacional no Brasil e na região da América do Sul.

A companhia divulgou lucro líquido de 1,23 bilhão de reais no terceiro trimestre, alta de 5,8 por cento na comparação com o lucro de 1,16 bilhão de reais um ano antes.

"Nosso foco agora é a preparação para o verão, dado que a indústria não mostrou ainda sinais de desaceleração", afirmou no balanço trimestral o diretor-geral da AmBev, João Castro Neves.

A empresa obteve alta de 12,2 por cento nos volumes comercializados de cerveja no Brasil no período, enquanto a aérea de refrigerantes cresceu 2,2 por cento. Já o custo por hectolitro consolidado recuou 1,1 por cento.

Enquanto isso, na região do sul da América Latina, que envolve a unidade argentina Quinsa, a empresa apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) 25,2 por cento maior no terceiro trimestre, apesar de queda nos volumes vendidos, de 1,9 por cento, e alta nos custos por hectolitro vendido, de 5,7 por cento.

"Nosso resultado continua sendo impulsionado pelo eficiente gerenciamento de receita e por contínuos ganhos nos custos fixos no período, que ajudaram a compensar parcialmente os menores volumes e a pressão dos custos com mão-de-obra", informa a AmBev no balanço.

Na América do Norte, a divisão canadense Labatt apurou alta de 1,6 por cento no Ebitda e de 19 por cento nos custos por hectolitro vendido. O volume total na região teve ligeiro ganho de 0,3 por cento, mas a receita líquida saltou 15,3 por cento.

No consolidado, a AmBev teve Ebitda de 2,372 bilhões de reais de julho a setembro, ante 2,085 bilhões de reais em igual período de 2008. A margem passou de 43,4 para 43,8 por cento.

A receita líquida da AmBev grupo cresceu 12,7 por cento, a 5,41 bilhões de reais, enquanto o custo por produto vendido teve expansão de 9,4 por cento.

Em volumes, o grupo teve vendas 5,5 por cento melhores, com alta de 7,5 por cento em cerveja.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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