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12/11/2009 - 10h51

Lucro do Pão de Açúcar dispara no 3o tri, a R$171 mi

SÃO PAULO, 12 de novembro (Reuters) - O Pão de Açúcar anunciou nesta quinta-feira lucro líquido consolidado duas vezes e meia maior que o obtido um ano antes, de 171 milhões de reais no terceiro trimestre, apoiado em aumento nas vendas e contenção de despesas.

Os números incluem dados da aquisição da rede de varejo de eletroeletrônicos Ponto Frio em julho. Sem considerar esse efeito, a maior rede de varejo do país teve um resultado positivo maior, de 206,7 milhões de reais.

O balanço também inclui pagamento pelo Itaú Unibanco de 600 milhões de reais relativo a renegociação no fim de agosto de contrato da Financeira Itaú CBD (FIC), informa o Pão de Açúcar no balanço.

As vendas líquidas sob o conceito "mesmas lojas", que incluem apenas as lojas com no mínimo 12 meses de operação e por isso excluem as operações do Ponto Frio, subiram 12,9 por cento.

O faturamento sem incluir aquisição somou 5,07 bilhões de reais, ante 4,40 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2008. Incluindo o Ponto Frio, a receita líquida foi de 6,15 bilhões de reais nos três meses encerrados em setembro.

O faturamento líquido das lojas do Ponto Frio, que representou 18,5 por cento das vendas totais do grupo, cresceu 15,8 por cento no terceiro trimestre, para 1,076 bilhão de reais.

A empresa informou que no trimestre passado as despesas operacionais totais (que incluem despesas com vendas e gerais e administrativas) representaram 18,4 por cento das vendas líquidas, mesmo patamar do segundo trimestre e abaixo dos 18,9 por cento um ano antes, "demonstrando que as despesas da companhia continuam sob controle". Incluindo o Ponto Frio, essas despesas representaram 19,1 por cento das vendas líquidas.

A geração de caixa medida pelo Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- totalizou 350 milhões de reais de julho a setembro incluindo a compra do Ponto Frio, queda ante os 354,9 milhões de reais em igual período de 2008.

A margem Ebitda passou de 8,1 para 5,7 por cento, na mesma base de comparação.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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