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13/11/2009 - 11h38

Déficit comercial dos EUA tem maior alta em mais de 10 anos

WASHINGTON, 13 de novembro (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos cresceu em setembro a uma taxa inesperadamente alta de 18,2 por cento, a maior em mais de 10 anos, pressionado pela alta do petróleo pelo sétimo mês seguido e pelo aumento das importações da China, mostrou um relatório do governo norte-americano nesta sexta-feira.

O déficit comercial mensal cresceu para 36,5 bilhões de dólares, ante dado revisado de 30,8 bilhões de dólares em agosto. Analistas de Wall Street esperavam que o saldo negativo aumentasse para cerca de 31,65 bilhões de dólares.

Tanto as exportações quanto as importações tiveram o melhor mês desde dezembro de 2008. Mas em um sinal de melhora da atividade econômica, as importações cresceram 5,8 por cento em setembro, maior alta mensal desde março de 1993, e as exportações subiram 2,9 por cento.

As importações de suprimentos e materiais industriais tiveram a maior alta, sugerindo que o setor manufatureiro norte-americano está se aquecendo para aumentar a produção.

O preço médio do petróleo importado saltou para 68,17 dólares por barril, e as importações vindas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) subiram para 11,9 bilhões de dólares. Os dois números foram os maiores desde novembro de 2008.

O déficit dos Estados Unidos com a China aumentou 9,2 por cento, para 22,1 bilhões de dólares, com alta de 8,3 por cento das importações, para 27,9 bilhões de dólares. Os dois números também foram os maiores desde novembro de 2008.

O déficit comercial diminuiu significativamente em termos anuais por causa da crise econômica. Mas o saldo negativo com a China se reduziu em apenas 15,9 por cento nos nove primeiros meses do ano, em comparação com quedas muito maiores para o Canadá (79,6 por cento), União Europeia (42,0 por cento) e Opep (71,8 por cento).

Isso reforça a visão de que a moeda chinesa continua subvalorizada em relação ao dólar. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve levantar essa questão durante encontro na próxima semana com líderes chineses em Pequim.

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