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13/11/2009 - 19h04

Otimismo com varejo em NY garante alta da Bovespa

Por Paula Laier

SÃO PAULO (Reuters) - Nem a sexta-feira 13 ou dados ruins sobre a confiança do consumidor dos Estados Unidos intimidaram investidores no mercado acionário brasileiro, que partiram para as compras seguindo o tom positivo ditado por Wall Street.

O Ibovespa subiu 1,36 por cento, a 65.325 pontos. O volume financeiro do pregão somou 6,68 bilhões de reais. Na semana, com quatro altas, o índice acumulou ganho de 1,33 por cento.

Em Nova York, notícias do setor de varejo propiciaram esperanças de uma melhora dos gastos no Natal, apesar da piora da confiança do consumidor norte-americano no início de novembro.

As operações mirando o exercício de opções sobre ações na bolsa brasileira, que ocorre na segunda-feira, acabou tendo um papel quase coadjuvante depois que os índices norte-americanos firmaram trajetória ascendente à tarde.

O índice Dow Jones subia no final da sessão, em meio à perspectiva otimista da JC varejista Penney Co Inc para o último trimestre do ano e resultados acima do esperado da Abercrombie & Fitch Co.

Na segunda-feira será divulgado o desempenho do setor varejista norte-americano em outubro, o que pode endossar ou não tal visão.

O fato é que as notícias ofuscaram a queda do índice de confiança do consumidor Reuters/Universidade de Michigan para 66,0 na leitura preliminar de novembro, frustrando as expectativas de que melhoraria em relação a outubro.

Na visão de um diretor da área de opções de uma importante corretora em São Paulo, que preferiu não ser identificado, houve algum efeito do exercício no Ibovespa e também um pouco de correção às perdas da véspera, mas o motor foi externo.

"A verdade é que, se o quadro estivesse ruim no exterior, a bolsa local continuaria caindo, com ou sem exercício", avaliou o profissional.

DESTAQUES

As opções influenciam o Ibovespa nos pregões próximos ao vencimento, uma vez que as ações com maior participação no índice, Vale e Petrobras, também figuram nas séries mais líquidas do exercício.

Ambos os papéis também sofrem influência das commodities, mas a debilidade dos metais e do petróleo nesta sessão não foram suficientes para pressionar a queda desses ativos.

Petrobras subiu 0,76 por cento, a 37,13 reais, enquanto Vale valorizou-se 1,23 por cento, a 41,10 reais.

No caso da Petrobras, há expectativa pelo resultado do terceiro trimestre que será divulgado ainda nesta sexta-feira. Segundo média de sete analistas ouvidos pela Reuters, o lucro da companhia deve apresentar queda em relação ao segundo trimestre, para 7 bilhões de reais, e ficará cerca de 35 por cento abaixo do registrado há um ano.

SAFRA DE BALANÇOS

Antes do resultado da estatal, outros números corporativos repercutiram nas mesas de operações.

Das companhias com ações no Ibovespa que divulgaram balanço entre a noite de quinta-feira e esta manhã, os papéis da Cyrela Brazil Realty, que avançaram 6,3 por cento, a 24,55 reais, foram destaque positivo no índice.

A construtora reportou lucro líquido de 264,1 milhões de reais no terceiro trimestre, ante ganho de 77,9 milhões de reais um ano antes.

"A Cyrela surpreendeu apresentando forte crescimento na parte operacional e no reconhecimento de receitas", disse Luciana Leocadio, analista na corretora Ativa, citando também os "guidances" para os próximos anos.

No outro extremo, Brasil Foods cedeu 4,2 por cento, a 42,15 reais, após divulgar o primeiro resultado consolidando os dados de Perdigão e Sadia, com lucro de 211 milhões de reais no terceiro trimestre.

"Os resultados vieram bastante ruins, considerando as receitas menores (especialmente no mercado de exportação) e a lucratividade extremamente prejudicada por baixos volumes e preços, bem como pelo câmbio apreciado" avaliaram Juliana Rozenbaum e Francine Martins, analistas na Itaú Securities.

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