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16/11/2009 - 08h24

ArcelorMittal estuda nova usina de aço no Brasil

LONDRES, 16 de novembro (Reuters) - A ArcelorMittal está considerando seriamente um estudo de viabilidade para uma nova usina de aço no Brasil à medida em que vê perspectiva de forte demanda no país, afirmou um executivo do alto escalão da empresa nesta segunda-feira.

"Estamos particularmente animados com países do Bric", disse Michel Wurth, membro do conselho de administração em conferência do setor organizada pela Metal Bulletin. O Bric é uma sigla composta pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China.

"Estamos comprometidos com um investimento significativo no Brasil... estamos considerando também seriamente um estudo de viabilidade de uma nova usina de aço lá", disse o executivo, sem oferecer mais detalhes.

A companhia, maior grupo siderúrgico do mundo, anunciou um orçamento de investimento de 5 bilhões de dólares para o Brasil antes da crise econômica global. Wurth não disse se a nova usina está inserida nesse orçamento.

Lakshmi Mittal, presidente-executivo da companhia, informou no mês passado que os planos de longo prazo sendo discutidos para o Brasil estão bem acima dos 5 bilhões de dólares em investimentos, incluindo uma nova usina de placas.

Ele afirmou que uma oportunidade de investimento era uma usina de 5 milhões de toneladas anuais de placas de aço em Anchieta (ES), a ser erguida em parceria com a Vale.

Wurth espera melhora na demanda global em 2010, mas ainda previu que a demanda nos países em desenvolvimento será 25 por cento menor no ano que vem ante o pico de 2008.

A empresa começou a retomar capacidade paralisada após registrar melhora mas encomendas por aço, disse o executivo.

"No quarto trimestre esperamos que o nível de utilização da capacidade de produção seja de 70 por cento", afirmou.

No momento mais duro da recessão, a utilização de capacidade da ArcelorMittal foi de 60 por cento.

Apesar de uma gradual recuperação na demanda no próximo ano, a economia e a indústria continuam frágeis e a demanda não deve se normalizar totalmente no próximo ano, previu.

(Reportagem de Humeyra Pamuk)

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