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17/11/2009 - 19h27

Fazenda vê ciclo mais forte para PIB a partir de 2010

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira entrará em um ciclo de crescimento forte a partir de 2010, com taxas anuais de expansão de até 6,5 por cento, estimou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A retomada será alavancada por uma volta dos investimentos que, segundo previsão da Fazenda, crescerá entre 13 e 15 por cento no ano que vem em relação a 2009.

A expectativa da equipe econômica é que esse processo de recuperação já tenha começado a se esboçar no terceiro trimestre, quando a economia cresceu cerca de 2 por cento, com os investimentos se expandindo acima desse patamar.

"O Brasil vai dar início a um novo ciclo de crescimento ainda mais forte que o anterior", disse Mantega durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Sua expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça entre 6 e 6,5 por cento entre 2010 e 2016. O ministro comparou o dado à expansão média de 5 por cento verificada entre 2006 e 2008.

Mantega frisou que o governo terá de "continuar reduzindo os custos para os investidores". Ele citou medidas de desoneração tributária tomadas pelo governo em 2009 e afirmou que ainda há um "caminho a percorrer", mas não deu detalhes.

Mais tarde, em um segundo seminário da CNI, o secretário de Política Econômica do ministério, Nelson Barbosa, afirmou que estão na agenda do governo medidas como a desoneração da folha de pagamento e a redução dos prazos que as empresas têm para utilizar créditos tributários acumulados na compra de máquinas e equipamentos.

Barbosa frisou, contudo, que medidas desse tipo só poderão ser tomadas depois que a arrecadação tributária tiver uma "melhora consistente".

"O espaço para novas desonerações é muito limitado, mas tenho certeza que essa agenda voltará", disse.

IOF "EFICAZ"

Mantega avaliou ainda que a decisão de cobrar IOF dos investimentos estrangeiros para ações e renda fixa foi eficaz e que é preciso ficar atento aos movimentos do câmbio.

"O câmbio estava em trajetória de forte valorização, conseguimos reduzir a volatilidade (com o IOF)", disse. "Temos que tomar cuidado com o câmbio. Certa valorização é inevitável, mas temos que evitar exageros."

O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, cobrou, em discurso, uma "atitude firme do governo" para proteger a indústria nacional da valorização cambial.

Monteiro Neto citou a importância de se avançar no processo de liberalização cambial, reduzindo obstáculos a remessas de divisas.

O dólar acumula baixa de 26 por cento frente ao real neste ano.

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