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17/11/2009 - 16h00

Petrobras vai desistir de unidades de liquefação de gás em terra

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de vários obstáculos ambientais para a instalação em terra de uma unidade de liquefação do gás proveniente de Tupi, na bacia de Santos, a Petrobras decidiu que as futuras unidades de processamento de gás serão baseadas no mar, afirmou nessa terça-feira o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

Segundo ele, a planta de Caraguatatuba (litoral paulista) apresentou dificuldades ambientais que fizeram a estatal desistir de unidades de liquefação "on shore" (em terra).

"Isso não vai se repetir. O litoral é habitado e turístico. Os problemas observados nos sinalizam que esse projeto não pode se repetir", disse Estrella, em palestra sobre o pré-sal na FGV, no Rio.

"Não podemos instalar outra planta no litoral e o meio ambiente está aí para ser preservado mesmo. A solução é: o gás vai ser trabalhado ali mesmo (perto da plataforma produtora)," acrescentou ele.

O executivo afirmou que os próximos Testes de Longa Duração (TLDs), que serão feitos em área próxima aos campos de Guará e Iara, já contarão com unidades flutuantes de liquefação.

A previsão é que o TLD tenha uma produção diária de 3 milhões de metros cúbicos de gás.

"Vamos produzir óleo e gás nessas plantas. Parte vai ser reinjetada. Não haverá queima. O que sobrar vai ser liquefeito. Se o mercado brasileiro necessitar vamos atender, mas pode ser estocado como um pulmão de reserva", adicionou.

PLATAFORMAS

Estrella afirmou que a estatal se prepara para ter em uma segunda fase do pré-sal plataformas totalmente automatizadas.

Atualmente, a estatal já opera sem profissionais embarcados em 3 unidades na bacia de Campos.

Além disso, a Petrobras promove progressivamente uma redução no pessoal embarcado em outras unidades da ordem de 20 por cento.

O objetivo da medida é minimizar custos, riscos e soluções complicadas de logística de pessoal, produtos e equipamentos, visto que as plataformas do pré-sal vão estar a mais de 300 Km da costa brasileira.

"Esse é um objetivo para o pré-sal também. Na primeira fase, vamos usar o modelo que já usamos, mas com um pessoal embarcado bem menor".

"Estamso fazendo um projeto com a UFRJ para visualizar quando isso será plenamente factível. Isso depende da credibilidade dos equipamentos usados nas plataformas", declarou Estrella.

"O nosso sonho é desabitar as plataformas".

(Edição de Marcelo Teixeira)

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