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17/11/2009 - 13h05

Repsol prevê primeiro óleo de Guará e Carioca para 2010

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Repsol está confiante que a Petrobras vai manter o cronograma de exploração e desenvolvimento dos campos em que são parceiras no pré-sal, apesar da eventualidade da estatal brasileira se tornar operadora única da nova fronteira, o que aumentaria seus trabalhos na região.

Em relatório sobre o seu plano estratégico 2008-2012, distribuído a jornalistas estrangeiros que vieram conhecer os ativos brasileiros da empresa, a Repsol prevê o início da produção dos campos de Guará e Carioca para 2010, por meio de Testes de Longa Duração (TLDs). Os dois estão localizados no bloco BM-S-9, no pré-sal da bacia de Santos.

Guará, considerado pela operadora Petrobras um campo de alta produtividade, com previsão de 50 mil barris de óleo por dia, tem volume recuperável de 1,1 bilhão a 2 bilhões de barris de óleo leve (28 API) e de gás natural, segundo informações da Petrobras em setembro.

A previsão é de que a produção de Guará seja iniciada no dia 20 de maio de 2010, de acordo com relatório da Repsol. O Teste de Longa Duração está previsto para durar do segundo trimestre ao quarto trimestre do mesmo ano. Os investimentos da Repsol em Guará serão de 618 milhões de euros até 2012.

Já Carioca ainda não possui estimativas de reservas nem de produção, mas tem Teste de Longa Duração marcado para o quarto trimestre de 2010 com duração até o primeiro trimestre de 2011. O primeiro óleo está previsto para 21 de novembro de 2010, segundo a Repsol.

A Repsol possui 25 por cento de participação em cada um dos campos acima. A BG Group tem 30 por cento e a Petrobras o restante.

A empresa informou ainda que o consórcio vai adquirir sísmica 3D (terceira dimensão) para os dois campos e que a perfuração de Carioca Noroeste está programada para o terceiro trimestre de 2010.

Além dos poços do pré-sal a Repsol está presente em 22 blocos nas principais bacias exploratórias do Brasil --Campos, Santos e Espírito Santo-- e é operadora em 11 destes blocos.

No campo de Pirarucá (BM-S-7), onde possui 37 por cento e a Petrobras o restante, a comercialidade foi declarada em abril deste ano. O bloco fica no pós-sal na bacia de Santos. O campo tem um volume preliminar "in situ" estimado pela Petrobras, a empresa operadora do consórcio, em 550 milhões de barris de óleo equivalente.

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