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17/11/2009 - 08h52

UBS prevê retorno do lucro, mas diz que levará tempo

Por Lisa Jucca

ZURIQUE, 17 de novembro (Reuters) - O presidente-executivo do UBS, Oswald Gruebel, tem como meta para a instituição lucro anual antes de impostos de 15 bilhões de francos suíços (14,9 bilhões de dólares) em um momento em que quer deixar para trás a crise de crédito e investigação fiscal dos Estados Unidos e voltar a ganhar clientes.

Gruebel disse a investidores nesta terça-feira que o novo plano estratégico é uma "revolução" e reafirmou seu compromisso para um modelo integrado de banco que reúna a força tradicional em administração de fortunas com amplo investimento em ofertas bancárias.

"Uma transformação dessas não é fácil. Se fosse fácil eu não estaria aqui", disse Gruebel na primeira apresentação de estratégia do UBS desde que assumiu o cargo em fevereiro.

"Haverá três diretrizes principais: reputação, integração e execução: é isso que defenderemos no mercado... queremos assegurar que o que ocorreu com o UBS nunca mais aconteça."

As novas metas de Gruebel para os próximos três a cinco anos também incluem uma relação custo/receita de 65 a 70 por cento ante os 110 por cento de agora, e retorno sobre patrimônio de 15 a 20 por cento, comparado aos 16 por cento negativos no terceiro trimestre.

"Lucro de 15 bilhões antes de impostos certamente soa bem. Mas quem sabe o que irá acontecer em cinco anos, e essa meta será atingida em três ou cinco anos? O UBS disse que precisa de tempo. Há um grande e árduo caminho diante deles", afirmou um operador.

As ações do UBS, que acumulam 18 por cento de alta este ano enquanto o índice DJ Stoxx do setor bancário europeu subiu 60 por cento, tinham alta de 1,2 por cento.

O executivo disse que a recuperação da divisão de banco de investimento do UBS, responsabilizada por ter derrubado todo o grupo após apostar no subprime norte-americano, já "é evidente".

Ele destacou que a reconstrução do banco de investimento passaria pela divisão de renda fixa, segmento que levou o UBS a registrar mais de 50 bilhões de dólares em baixas contábeis.

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