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23/11/2009 - 16h43

Dólar fecha em baixa, mas mercado volta a mostrar cautela

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em baixa nesta segunda-feira, influenciado pela menor aversão a risco no exterior em uma sessão de volume abaixo da média.

A moeda norte-americana terminou o dia a 1,729 real, em baixa de 0,23 por cento.

No exterior, às 16h18, o dólar caía 0,69 por cento ante uma cesta com as principais moedas, e o índice Reuters-Jefferies de commodities subia 0,42 por cento.

O ambiente favorável às aplicações de risco começou com as declarações do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, para quem o banco central norte-americano deve estender o programa de estímulo monetário por meio da compra de ativos por um tempo mais longo do que o planejado.

O vigor surpreendente das vendas de moradias usadas nos Estados Unidos também sustentou o otimismo no exterior. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser cotado a 1,719 real no mercado interbancário, com baixa de 0,81 por cento.

Durante a tarde, porém, o volume atipicamente fraco permitiu uma reversão da tendência do dólar. Na clearing de câmbio da BM&FBovespa, o volume registrado até pouco antes das 16h era inferior a 1,5 bilhão de dólares.

No mercado futuro, o vencimento dezembro teve pouco mais de 160 mil contratos negociados --aproximadamente metade do volume da sessão anterior, na quinta-feira.

O mercado segue cauteloso com novas medidas que o governo pode tomar para tentar frear a valorização do real no longo prazo, em um complemento ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) implantado em outubro sobre a entrada de capital para ações e renda fixa.

Em entrevista à Reuters, o secretário de Política Econômica da Fazenda, Nelson Barbosa, confirmou estudos sobre depósitos de garantias no exterior para operações com derivativos e sobre compras de dólares pelo Fundo Soberano.

Alguns profissionais de mercado atribuíram a recuperação do dólar durante a tarde à redução da nota da dívida soberana do México pela Fitch, para "BBB". A notícia, no entanto, já era esperada. Além disso, Brasil e México têm recebido avaliações bastante distintas por parte do mercado.

"Talvez sirva como argumento para tomar (comprar) um pouco (de dólares), mas não vejo muita influência direta", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença.

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