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30/11/2009 - 10h11

Temor sobre crise em Dubai foi exagerado, dizem empresários

Por Rania Oteify e Nicolas Parasie

DUBAI, 30 de novembro (Reuters) - A mídia e líderes empresariais de Dubai apoiaram os esforços do emirado para administrar sua crise de dívida, dizendo que os temores sobre os problemas foram exacerbados.

Riad Kamal, presidente-executivo da Arabtec, disse não ter dúvidas sobre o compromisso de Dubai de resolver sua dívida.

"É preciso dar tempo para Dubai reestruturar sua dívida. Não vou perder meu sono por causa disso", disse ele.

A crise começou na quarta-feira, quando Dubai, parte dos Emirados Árabes Unidos, pediu o adiamento do pagamento da dívida do conglomerado Dubai World e de seu braço imobiliário Nakheel, que desenvolveu as ilhas que atraem celebridades e milionários.

"Estou bem calmo. Dubai nunca declarou moratória e não irá declarar", disse Khalaf Al Habtoor, presidente do Al Habtoor Group, à Reuters. "Estou confiante de que o governo honrará os compromissos e ajudará as empresas."

Um executivo do Emirates NBD, um dos maiores bancos da região, também procurou minimizar o problema, dizendo que "não há nada com que se preocupar".

No entanto, a Bolsa de Dubai fechou com queda de 7,3 por cento, a maior desde 8 de outubro de 2008.

O presidente da empresa aérea dos Emirados disse ao londrino Sunday Telegraph estar chocado com a queda dos mercados globais e disse que "Dubai vai sair disso, como vamos também".

Em editorial, o jornal Khaleej Times afirma que "a necessidade de reestruturar a Dubai World é real e a decisão de ir em frente com isso indica maturidade da parte dos tomadores de decisão do emirado".

O Khaleej Times defendeu o governo de críticos que disseram que o anúncio feito antes de um feriado de quatro dias prejudicou a credibilidade e a transparência do emirado.

"O momento do anúncio de um possível adiamento de seis meses do pagamento da dívida pode ser debatido pelos mercados, mas não a intenção por trás dele", afirmou o jornal.

Algumas autoridades bancárias e investidores acreditam que o anúncio da reestruturação do Dubai World gerou um efeito desproporcional.

"A crise em si foi exagerada. Ela é muito localizada em um setor e em um grupo. Ela foi elevada a uma questão maior", disse Suresh Kumar, presidente-executivo do Emirates NBD capital.

O Ajman Bank, um dos menores bancos dos Emirados Árabes Unidos, divulgou que mantém seu plano de abrir uma agência em Dubai em dezembro.

Alguns executivos de bancos internacionais também deram apoio a Dubai.

Michael Geoghegan, presidente-executivo do HSBC, afirmou em comunicado no final de semana estar "confiante de que Dubai e os Emirados Árabes Unidos superarão qualquer questão de curto prazo que enfrentem --que parecem ter sido em parte alvo de sensacionalismo-- e continuarão dando as fundações para o crescimento sustentável".

Mounir Husseini, presidente-executivo do Deutsche Bank no país, disse em comunicado que "está claro para mim que o comando de Dubai, com apoio de Abu Dhabi, está comprometido em tomar as medidas certas".

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