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22/12/2009 - 16h41

Dívida mobiliária federal sobe 1,39% em novembro

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida mobiliária federal interna aumentou 1,39 por cento em novembro, para 1,390 trilhão de reais, mostraram dados do Tesouro Nacional divulgados nesta terça-feira.

As emissões de títulos da dívida pública federal interna somaram 33,57 bilhões de reais em novembro. Os resgates totalizaram 25,64 bilhões de reais, sendo apenas 16,73 bilhões de reais referentes a vencimentos. O Tesouro prevê vencimentos de 31,2 bilhões de reais em dezembro, por exemplo.

"Novembro é tradicionalmente marcado por vencimentos menores", comentou a jornalistas o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Fernando Garrido.

A parcela dos papéis prefixados, considerados melhores para o gerenciamento da dívida, subiu para 32,47 por cento, frente a 31,23 por cento no mês anterior.

Os títulos atrelados à Selic diminuíram sua participação para 37,39 por cento do total, ante 37,66 por cento em outubro.

A participação dos títulos atrelados ao câmbio ficou praticamente estável, passando de 0,72 para 0,71 por cento na comparação mês a mês, enquanto a dos papéis atrelados a índices de preços recuou para 28,21 por cento em novembro, contra 29,16 por cento do total em outubro.

ELEIÇÕES DE 2010

Para Garrido, as incertezas geradas pelo processo eleitoral do ano que vem não afetarão as operações do Tesouro Nacional na administração da dívida pública.

"Acreditamos que o ano de 2010 não vai apresentar maiores dificuldades em relação à rolagem de dívida, uma vez que o Tesouro, dentro do seu esforço de melhoria da composição e alongamento de prazos, tem hoje um perfil de dívida bem melhor se comparado com os últimos períodos eleitorais", destacou.

O volume de títulos com vencimento em 12 meses caiu para 25,87 por cento do total, contra 26,55 por cento em outubro. O prazo médio da dívida pública mobiliária federal interna, porém, caiu para 3,37 anos, de 3,42 anos.

Já o custo médio acumulado em 12 meses diminuiu para 10,86 por cento ao ano em novembro, contra 11,15 por cento ao ano em outubro.

Apesar da taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre estrangeiros para renda fixa, a participação desses investidores no total da dívida pública federal interna subiu em novembro para 7,77 por cento, para cerca de 104 bilhões de reais. No mês anterior, essa parcela era de 7,68 por cento, ou ao redor de 101 bilhões de reais.

"A participação do investidor estrangeiro na dívida pública é basicamente composta por investimentos de longo prazo, que tendem a melhorar a composição da dívida, alongar os prazos e reduzir os custos", comentou Garrido.

"Então, o IOF teve um impacto menor sobre a dívida pública."

(Por Fernando Exman)

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