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22/12/2009 - 09h03

Opep decide manter meta de produção de petróleo

Por Alex Lawler e Henrique Almeida

LUANDA, 22 de dezembro (Reuters) - Os produtores de petróleo da Opep, satisfeitos com os preços agora em torno de 74 dólares o barril, concordaram na terça-feira em deixar inalteradas as metas de produção, afirmaram delegados do cartel.

As restrições de oferta dos 12 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, responsável por cerca de 50 pro cento das exportações mundiais, ajudaram a elevar os preços depois de eles terem atingido 40 dólares o barril no início do ano.

Um dos representantes, o ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, afirmou que o grupo concordou em deixar inalterado a meta de produção, após reunião de ministros do cartel em Angola. Segundo ele, a Opep vai voltar a se reunir em 17 de março, em Viena.

Nesta terça-feira, o petróleo nos Estados Unidos era negociado em torno de 73,46 dólares, queda de 0,4 por cento, depois de ter flutuado no último mês entre 70 e 80 dólares.

"Entre 70 e 80 dólares, todos estão felizes", disse o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, pouco antes da reunião. "O preço atual é bom para os consumidores, produtores e investidores."

Maior produtor da Opep, a Arábia Saudita deixou claro que não quer correr o risco de perder o controle sobre os preços do petróleo por temer retardar uma frágil recuperação do crescimento econômico mundial.

Alguns na Opep estão preocupados de que a falta de adesão de vários membros em relação às proporções de produção definidas no ano passado esteja elevando os estoques em países consumidores.

"Nós esperamos mais", disse Naimi sobre a adesão dentro da Opep.

Uma adesão maior à determinação de uma redução de 4,2 milhões de barris por dia que esteve em vigor durante todo esse ano reduziria os estoques para níveis mais aceitáveis aos produtores.

A adesão chegou a 80 por cento em fevereiro, mas desde então caiu para 60 por cento, adicionando cerca de 800 mil bpd, ou 3 por cento, à oferta da Opep nos últimos nove meses.

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