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22/12/2009 - 16h42

Opep tenta manter cotas de restrição após acordo

Por Alex Lawler e Henrique Almeida

LUANDA (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) concordou nesta terça-feira em manter a restrição de oferta inalterada, mas enfrenta uma difícil batalha contra aqueles que fracassam em não cumprir a cota de restrições.

O cartel responsável por cerca de 50 por cento das exportações de petróleo do mundo tem visto os preços da commodity quase dobrarem desde o início do ano, após ter cortado a produção quando a recessão afetou a demanda por combustível.

Os preços do petróleo no mercado dos Estados Unidos (CLc1> eram negociados em torno de 73,30 dólares o barril nesta terça-feira, perto do centro de 70-80 dólares o barril o qual muitos da Opep dizem preferir.

"Entre 70 e 80 dólares, todo mundo fica feliz", disse o ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi. "O atual preço é bom para os consumidores, produtores e investidores."

A Arábia Saudita, maior produtor da Opep, deixou claro que não quer arriscar perder o controle dos preços do combustível por temores de retardar a frágil recuperação do crescimento econômico mundial.

No entanto, Naimi e outros ministros expressaram preocupações com a diminuição da adesão da cota de restrições que tem estimulado os estoques de nações consumidoras.

Questionado sobre sua opinião em relação a adesão, Naimi disse: "Nós esperamos mais."

Um comunicado oficial da Opep acrescentou:"Os países-membros repetiram seu compromisso com seu acordo de produção individualmente."

Alguns analistas do mercado acreditam que a Opep pode precisar contrair as metas de produção se quiser manter os preços acima dos 70 dólares o barril em 2010.

"Nós suspeitamos que a tendência dos preços será para o lado negativo", disse Edward Meir, da corretora MG Global.

"Ao menos, os participantes do mercado podem estar desanimados com a contínua recusa da Opep para contrair as cotas de exportação. Na verdade, dado os fundamentos baixistas de energia, o cartel tem sorte de os preços não estarem ainda mais baixos", disse Meir.

Uma estrita adesão aos 4,2 milhões de barris por dia de redução que esteve em vigor durante todo esse ano reduziria os estoques para níveis mais aceitáveis aos produtores.

A adesão chegou a 80 por cento em fevereiro, mas desde então caiu para 60 por cento, adicionando cerca de 800 mil bpd, ou 3 por cento, à oferta da Opep nos últimos nove meses.

(Reportagem adicional de Simon Webb, Barbara Lewis, Rania al-Gamal; texto de Richard Mably)

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