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03/01/2010 - 16h19

Esforço de Cuba para reduzir importações de alimento rende fruto

HAVANA (Reuters) - A produção de arroz de Cuba aumentou 44,6 por cento, a de feijão desidratado, 9,6 por cento, e a de leite, 10,8 por cento, em 2009, os primeiros resultados positivos do plano quinquenal do governo para elevar a produção e reduzir as importações de alimentos básicos.

O governo cubano lançou um programa para reduzir os custos das importações, aumentando a produção de alimentos da ilha, e espera reduzir as importações de arroz, feijão e leite em pó, artigos básicos da dieta cubana, em 50 por cento até 2012.

O presidente Raul Castro, que assumiu o comando do país no lugar de seu irmão mais velho Fidel Castro, em fevereiro de 2008, elevou os preços pagos pelo Estado aos produtos alimentícios, descentralizou o processo decisório e a distribuição agrícolas e arrendou 50 por cento das terras ociosas do Estado a 100 mil indivíduos e fazendas privadas e cooperativas estatais.

Em 2008, Cuba importou 567 mil toneladas de arroz, a maior parte do qual da estatal vietnamita Northen Food Corporation, sob termos financeiros preferenciais.

A ilha comunista caribenha importou de vários países 246 mil toneladas de feijão desidratado e 52.113 toneladas de leite em pó em 2008, segundo estatísticas do governo.

Cuba gastou 2,2 bilhões de dólares com a compra de alimentos em 2008, incluindo 700 milhões para a aquisição de arroz e feijão e 250 milhões para a compra de leite em pó. A ilha importa cerca de 70 por cento dos alimentos que consome.

Em 2009, a produção de arroz consumível foi de 300 mil toneladas, de feijão, 106.500 toneladas, e de leite, 587 milhões de litros em 2009, contra respectivamente 207.500 toneladas, 97.200 toneladas e 530 milhões de litros em 2008, informou o departamento Nacional de Estatísticas em sua página na Internet.

A maior parte da terra em Cuba ainda pertence ao Estado, mas agricultores privados e cooperativas são donos de cerca de 20 por cento das terras e produzem mais de 60 por cento dos alimentos.

O Estado controla a compra atacadista e distribuição varejista de entre 80 e 90 por cento de tudo o que é produzido.

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