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11/01/2010 - 13h39

Após disparar na abertura, ação da Dufry SA reduz força

SÃO PAULO (Reuters) - Os recibos de ações da operadora de "free shops" Dufry South America (DSA) negociados na Bovespa subiam nesta segunda-feira, após o anúncio de que sua controladora Dufry AG (DAG) pretende incorporá-la e ter papéis negociados na bolsa paulista.

Porém, exibiam vigor menor que o registrado no início da sessão.

Às 13h36, os recibos de ações da DSA avançavam 2,34%, para R$ 36,23. Na máxima, logo depois da abertura do pregão, eles chegaram a disparar quase 10% -mas reduziram a valorização. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,46%.

"No começo do dia teve um repique das ações com a notícia, mas o mercado vai analisar um pouco mais antes de tirar suas conclusões", observou o analista Marcelo Varejão, da Socopa.

A Dufry suíça detém 51% do capital da DSA e os 49% restantes da unidade sul-americana estão em circulação no mercado.

Pela proposta que será levada para assembleia, divulgada nesta segunda-feira, os acionistas da DSA receberão 1 ação da Dufry AG em troca de 4,10 papéis que possuem, além de um dividendo extraordinário de US$ 3,92. A mesma relação se aplica aos recibos de ações da DSA na Bovespa.

Isso representa um valor de R$ 35,52  por cada recibo de ação da DSA, ou a cotação média ponderada por volume dos últimos 30 dias dos papéis e um prêmio de 0,3% sobre o fechamento na última sexta-feira.

Após a incorporação, a Dufry AG terá "free float" de 62,2%; fundos controlados pelo grupo de private equity Advent ficarão com 33,5% do capital; e a Hudson Media com 4,3%.

Expansão

A Dufry AG seguirá centrada em expansão orgânica, via aquisições e por meio de concessões, afirmou a analistas o presidente-executivo da companhia, Julían Días.

O executivo disse ainda que pretende implementar uma plataforma de compras global para a companhia, além de centralizar a logística, atualmente repartida em quatro centros.

Para o analista da Socopa, a incorporação da DSA pela suíça Dufry veio para adequar o grupo à nova legislação brasileira.

Pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a partir deste ano apenas empresas que têm mais de 50% de seus ativos no exterior são consideradas estrangeiras e, portanto, podem emitir novos recibos de ações no Brasil.

A DSA é listada em Bermudas, com ações na Bolsa de Luxemburgo e recibos de ações (BDRs) negociados na Bovespa, apesar de ter a maioria de seus negócios no Brasil.

"A Dufry South America é uma companhia que tem caixa líquido, com expansão na América do Sul, que tem uma perspectiva muito maior de crescimento do que mercados maduros em que a Dufry AG está", ressalvou Varejão.

"Por outro lado, os executivos asseguraram que o foco vai continuar sendo crescimento orgânico e novas concessões. A empresa ganha massa e poder de captação de recursos para investimentos", continuou.

O grupo Dufry prevê assinar o acordo de fusão em fevereiro. Se o negócio for aprovado pelos acionistas em março, os novos recibos de ações da Dufry suíça começarão a ser negociados na Bolsa paulista até o início de abril.

(Por Cesar Bianconi)

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