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11/01/2010 - 19h00

Commodities arrefecem, mas Ibovespa fecha em alta com NY

Por Paula Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado acionário brasileiro hesitou, mas fechou o primeiro pregão da semana no azul, influenciado por uma melhora das bolsas nos Estados Unidos após uma sessão vacilante.

Notícias da China impulsionaram as commodities pela manhã, o que fez o Ibovespa superar 71 mil pontos logo depois da abertura. A alta das matérias-primas, contudo, perdeu fôlego e o índice local devolveu boa parte dos ganhos iniciais.

No fechamento, o principal índice da bolsa de valores de São Paulo exibiu alta de 0,24 por cento, aos 70.433 pontos. O volume financeiro totalizou 6,2 bilhões de reais.

"Movimentos de realização de lucros em alguns dias e até semanas são normais e esperados. Mas o mercado está em uma tendência de alta forte no longo prazo", avaliou Ricardo Amorim, presidente da Ricam Consultoria,

Na visão do economista, uma realização de lucro mais forte só deve acontecer quando os juros começarem a subir nos países ricos --o que ainda deve demorar, uma vez que os dados econômicos ainda devem impedir esse movimento.

"Enquanto houver fluxo, a bolsa seguirá se valorizando", acrescentou Romeu Vidali, gerente de renda variável da Concórdia Corretora. "Haverá realizações pontuais, mas graficamente o Ibovespa segue amparado e os fundamentos ajudam."

Desde o início do ano até o dia 7, a bolsa já registra entrada líquida de 907 milhões de reais em capital estrangeiro.

Vidali chamou atenção para os resultados corporativos das empresas norte-americanas, com a temporada de balanços tendo início nesta segunda-feira, como um potencial gatilho para investidores embolsarem lucros.

"Se vier algo muito ruim, em algum setor importante, pode motivar uma realização", avaliou. Ainda assim, ele ponderou que esses movimentos não devem alterar a tendência de alta.

A indefinição também marcou os negócios em Wall Street nesta sessão, mas prevaleceu a expectativa positiva para a safra de resultados que começa com os números da Alcoa, previstos para após o fechamento do mercado.

Perto do fechamento, o Dow Jones subia 0,4 por cento, enquanto o Standard & Poor's ganhava 0,2 por cento, em uma sessão vazia de indicadores econômicos nos EUA.

COMMODITIES ARREFECEM; BRASKEM AVANÇA

Logo cedo, números acima do esperado sobre as exportações e importações chinesas foram bem recebidos, mas o impacto de alta sobre as commodities se reverteu ao longo do dia, o que enfraqueceu o pregão doméstico.

O índice de commodities Reuters-Jefferies CRB recuava 0,5 por cento no final da tarde. O petróleo caiu 0,28 por cento em Nova York.

As ações da Vale continuaram contribuindo positivamente com o Ibovespa, com alta de 0,44 por cento, a 45,75 reais, enquanto a Petrobras, outra blue chip, caiu 0,32 por cento, para 36,83 reais.

A perspectiva otimista para o reajuste dos preços do minério tem dado suporte aos papéis da Vale, enquanto a estatal petrolífera ainda sofre com a expectativa por detalhes sobre sua capitalização.

Os papéis da Braskem lideraram as altas do Ibovespa, com alta de 9,71 por cento, a 15,25 reais, em meio a rumores sobre a iminência de anúncio do fechamento da compra da Quattor em parceria com a Petrobras.

Também se destacaram positivamente os papéis da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com avanço de 1,97 por cento, a 58,60 reais, e da BM&FBovespa, com aumento de 0,89 por cento, a 13,61 reais.

A OGX teve valorização de 5,04 por cento, a 18,96 reais. A empresa disse que identificou a presença de hidrocarbonetos (petróleo e gás) em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos.

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