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20/01/2010 - 08h07

Bolsas da Ásia recuam com contenção de crédito pela China

Por Wayne Cole

SYDNEY (Reuters) - As principais bolsas asiáticas operaram em queda nesta quarta-feira, pressionadas por medida da China para conter uma economia em rápido crescimento.

O índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão operava em queda de 0,97 por cento, a 420 pontos, às 7h52 (horário de Brasília). O índice Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, não segurou a alta e recuou 0,25 por cento, para 10.737 por cento.

Os mercados chineses cederam depois que fontes afirmaram que as autoridades do país instruíram grandes bancos a conterem empréstimos até o fim de janeiro depois de uma leva de financiamentos no início do mês. A medida também afetou preços de commodities e moedas sensíveis ao crescimento global, como o dólar australiano.

Em HONG KONG, o índice Hang Seng caiu 1,81 por cento, para 21.286 pontos. Enquanto isso, em XANGAI a perda foi de 2,93 por cento, a 3.151 pontos, em um dia em que pesaram o fraco desempenho de bancos como o Bank of China, que caiu 3,4 por cento.

Os mercados asiáticos têm se agitado nas últimas semanas com as tentativas graduais da China de apertar as políticas monetárias para manter a inflação sobre controle. A demanda chinesa por commodities e outros bens importados de seus vizinhos impulsionou a região na falta de uma forte recuperação nos principais mercados ocidentais.

Mas muitos analistas acreditam que as preocupações são exageradas.

"É outro sinal de que a economia chinesa está funcionando à todo vapor", observou Ben Potter, analista no IG Markets, em Sydney. "Obviamente, a tentativa de desacelerar a economia trará fraqueza aos mercados acionários no curto prazo, mas no longo prazo pode ser vista como positiva porque ajuda a evitar o superaquecimento da economia e formação de bolhas de ativos."

TAIWAN teve baixa de 0,34 por cento e CINGAPURA registrou desvalorização de 0,68 por cento.

Na contramão, a bolsa de SYDNEY avançou 0,14 por cento, para 4.868 pontos, graças em parte ao recorde de produção da maior mineradora do país, a BHP. A bolsa de SEUL também teve ganho, de 0,24 por cento.

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