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29/01/2010 - 20h11

NY cai por receio fiscal na zona do euro e tecnologia

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas fecharam em queda nesta sexta-feira, com investidores fazendo uma pausa na exposição a ativos de maior risco em meio a preocupações fiscais na Europa.

O mau desempenho de ações do setor de tecnologia fez o índice Standard and Poor's 500 ter a pior performance mensal desde fevereiro de 2009.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,52 por cento, para 10.067 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,45 por cento, a 2.147 pontos. O S&P 500 perdeu 0,98 por cento, para 1.073 pontos.

No acumulado do mês, o Dow caiu 3,5 por cento, o Nasdaq recuou 5,4 por cento e o S&P 500 cedeu 3,7 por cento.

Incertezas sobre a estabilidade fiscal de Grécia, Portugal e Espanha fizeram os investidores norte-americanos apertar o freio nos recentes ganhos, mesmo com autoridades gregas e da União Europeia (UE) dizendo que não há risco de um calote da dívida por parte da Grécia ou de um pacote de ajuda da UE.

"As questões de dívida soberana continuam pesando sobre o mercado", afirmou Robert Francello, chefe de operações com ações da Apex Capital, em San Francisco.

"O padrão tem sido vender (ações) com a aproximação do fim de semana e esperar por notícias sobre calote e risco da dívida na Europa. Caso isso não aconteça, começará um rali de alívio."

Os principais índices subiram no início do dia mais de 1 por cento, depois de relatórios mostrarem que a economia norte-americana cresceu no quarto trimestre num ritmo muito mais rápido que o esperado, o que aponta para uma continuação da melhora no primeiro trimestre deste ano.

Mas o mercado cedeu por volta da metade do pregão, uma vez que investidores venderam ações de importantes companhias de tecnologia, como Apple, Microsoft e IBM.

A economia norte-americana cresceu mais que o esperado no quarto trimestre, a uma taxa anualizada de 5,7 por cento, a maior em mais de seis anos, com uma redução de estoques menos agressiva, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. Em 2009 como um todo, o PIB norte-americano caiu 2,4 por cento, a maior queda desde 1946.

Outro documento mostrou que a confiança do consumidor nos Estados Unidos subiu para o maior nível em dois anos neste mês com a melhora do cenário econômico.

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