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29/01/2010 - 10h51

Venezuela recebe ofertas por Carabobo; Petrobras fica fora

Por Marianna Párraga e Brian Ellsworth

CARACAS (Reuters) - A Venezuela recebeu na quinta-feira ofertas de dois consórcios pelos três projetos que envolvem a licitação de petróleo pesado de Carabobo, na Faixa Petrolífera do Orinoco, disseram fontes envolvidas no processo.

Carabobo, a primeira área petrolífera ofertada pelo país em uma década, contempla o desenvolvimento de três projetos para produzir 400 mil barris por dia (bpd) cada um, nos quais a estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) terá a maioria acionária.

"Recebemos ofertas em cada uma das áreas", disse uma das fontes, que pediu anonimato porque a licitação está em curso.

Os únicos consórcios que entregaram ofertas são um integrado pela espanhola Repsol, a indiama ONGC e a malaia Petronas, e outro formado pela norte-americana Chevron, a venezuelana Suelopetrol e três empresas japonesas, disse uma das fontes.

Entre as que não entregaram estão a algloholandesa Shell a britânica BP, a francesa Total, a italiana Eni, a norueguesa Statoil, a brasileira Petrobras e a portuguesa Galp Energía, segundo uma fonte.

Outra das fontes explicou que as propostas recebidas para os três projetos superaram os mínimos estabelecidos em relação a participação e financiamento, o que faz com que seja provável que sejam aceitas.

A previsão é de que o Ministério de Energia e Petróleo anuncie os vencedores em 10 de fevereiro.

O governo venezuelano estabeleceu como condição aos participantes o pagamento de um bônus de acesso às reservas de entre 500 milhões e 1 bilhão de dólares, mais um financiamento direto à PDVSA de ao menos 1 bilhão de dólares por projeto.

Cada um dos projetos exigirá investimentos de entre 10 e 20 bilhões de dólares para instalar a infraestrutura de produção e construir um melhorador para o petróleo.

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