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30/01/2010 - 15h34

DAVOS-Bancos e reguladores querem novas regras, mas consistentes

Por Krista Hughes e Martin Howell

DAVOS, Suíça (Reuters) - Executivos de bancos que buscam pôr fim a uma revolta com relação a seu papel na crise financeira concordaram com reguladores, neste sábado, que novas regras bancárias devem ser globalmente consistentes.

Um encontro a portas fechadas entre várias pessoas de grande influência --ao mesmo tempo em que ocorria o Fórum Econômico Mundial--, fez algum progresso sobre as exigências de capital dos bancos, estruturas de lei e de liquidez, afirmaram participantes.

Mas os executivos e reguladores não chegaram a uma conclusão sobre uma taxação para assegurar que bancos, e não contribuintes, paguem por erros futuros. Não se chegou a nenhum acordo mais firme.

Larry Summers, conselheiro econômico do presidente norte-americano, Barack Obama, que enfrenta pressão de Wall Street por conta de seus planos de frear a atuação de grandes bancos, disse que a "discussão vigorosa e construtiva" elevou o nível de entendimento.

O presidente do Conselho de Estabilidade Financeira, Mario Draghi, afirmou que os reguladores globais estão trabalhando em favor de propostas para que uma agência central gerencie as falências de bancos.

Ele acrescentou que as autoridades estão avaliando ideias a respeito de uma sobretaxação de capital ou de capital especulativo para instituições consideradas grandes demais para entrarem em colapso.

Brian Moynihan, presidente-executivo do Bank of America, classificou as conversas como "robustas".

O ministro de Finanças da Grã-Bretanha, Alistair Darling, disse à Reuters, após conversas com executivos de bancos: "Primeiramente concordamos que o que quer que façamos precisa ser universal."

"O que mudou é que há uma aceitação de parte dos bancos de que eles precisam fazer mudanças e que essas mudanças precisam ser rápidas porque isso é o que as pessoas esperam."

O diretor do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, pediu mais rapidez nas discussões de novas regras sobre exigências de capital para bancos.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, também alertou contra o perigo de respostas divergentes, dizendo: "Se não tivermos uma definição global de regras e regulação coordenadas, essa é a receita para a catástrofe."

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