UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/02/2010 - 18h49

Bovespa tem 2a maior alta do ano por EUA e China

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O reaquecimento da indústria norte-americana em janeiro, a alta das commodities, e uma safra de animadoras notícias de empresas domésticas levaram a Bovespa ao segunda melhor dia do ano nesta segunda-feira.

Após um rali no final da tarde, o Ibovespa fechou a sessão valorizado em 1,79 por cento, para 66.571 pontos. O giro financeiro da pregão, entretanto, ficou em apenas 5,7 bilhões de reais, abaixo da média diária recente.

A bolsa paulista pegou carona na reação animada de Wall Street à notícia de que o setor manufatureiro dos Estados Unidos cresceu em janeiro em um ritmo mais forte do que o esperado, para o maior nível desde agosto de 2004.

Em outra frente, novos dados voltaram a apontar atividade econômica forte da China no início do ano, levantando as debilitadas cotações das commodities, ainda que o país tenha tomado mais medidas para conter o avanço do crédito, reforçando temores de um esfriamento forçado da economia.

"Os dados de Estados Unidos e China foram os motores de hoje", disse Erick Scott Hood, analista da corretora SLW.

Com os preços dos metais em ascensão, o papel preferencial da Vale, a mais negociada do dia, ganhou 3,5 por cento, para 43,50 reais.

Individualmente, Cosan disparou 10,7 por cento, a 23,58 reais. A maior empresa do setor sucroalcooleiro no Brasil anunciou pela manhã a formação de uma joint-venture com a Shell avaliada em 12 bilhões de dólares.

Mais atrás, Banco do Brasil deu um salto de 6,8 por cento, a 30 reais, após ter avisado que terá um impacto positivo líquido de 1,6 bilhão de reais no resultado do quarto trimestre, por causa de um recálculo de pagamentos ao plano de pensão de seus funcionários.

A OGX ganhou 3 por cento, a 17,30 reais. O braço de petróleo do grupo EBX, anunciou mais indícios de petróleo e gás natural na bacia de Campos e informou estimativa de reservas entre 100 e 200 milhões de barris de óleo equivalente no poço OGX-4, onde já havia detectado hidrocarbonetos.

O noticiário corporativo ainda foi marcado pela compra da norte-americana Sunoco Chemicals pela Braskem por 350 milhões de dólares. A ação da petroquímica brasileira avançou 0,45 por cento, para 13,32 reais.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host