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01/02/2010 - 15h00

Braskem compra Sunoco e segue com apetite pelos EUA

SÃO PAULO, 1o de fevereiro (Reuters) - A Braskem segue interessada em realizar aquisições de ativos petroquímicos nos Estados Unidos após anunciar a compra da Sunoco Chemicals por 350 milhões de dólares nesta segunda-feira.

Segundo o diretor financeiro da empresa, Carlos Fadigas, a aquisição da norte-americana Sunoco Chemicals é o ponto inicial para futuras compras na região.

"Começamos o processo de análises de potenciais compras nos Estados Unidos há um ano e sim, há interesse em fazer novas aquisições no país", afirmou Fadigas em teleconferência com analistas.

Entretanto, o executivo não apontou prazo ou mesmo tamanho de alguma possível futura aquisição, preferindo enfatizar os processos de integração que a Braskem vai enfrentar com as incorporações da Sunoco e da brasileira Quattor, anunciada no último dia 22.

"A Braskem está focada nas Américas, por uma questão mais de logística. A Ásia tem um mercado promissor, mas por ora nosso foco é abastecer esse mercado com os excedentes das nossas produções nas Américas", apontou Fadigas.

Segundo ele, o interesse da Braskem está em resinas, com foco em instalação de craqueamento de etano ou nafta.

Fadigas reiterou a meta da empresa de ficar entre as 5 maiores petroquímicas do mundo até 2020, sendo que atualmente ela ocupa a oitava posição em volume de resina, podendo terminar o ano na sétima colocação.

A Sunoco tem uma capacidade anual de 950 mil toneladas de polipropileno, o que representa 13 por cento da capacidade norte-americana, segundo a Braskem. A companhia norte-americana tem três fábricas de polipropileno, atuando no nordeste dos Estados Unidos.

A Braskem pagará a compra da Sunoco Chemicals à vista em 60 dias. A transação não inclui as operações com produtos químicos e aromáticos da companhia norte-americana. A segregação dessas atividades é condição para a conclusão do negócio.

Às 14h50, as ações da Braskem exibiam alta ligeira de 0,23 por cento, enquanto o Ibovespa apontava valorização de 1,21 por cento.

(Por Rodolfo Barbosa)

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