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02/02/2010 - 16h51

Bancos terão de devolver empréstimos, diz secretário de Tesouro dos EUA

Por Glenn Somerville  WASHINGTON, 2 de fevereiro (Reuters) - O governo do presidente Barack Obama está pronto para impor taxas sobre companhias financeiras pelo tempo que for necessário para garantir que cada centavo gasto com pacotes de ajuda seja devolvido, disse nesta terça-feira o secretário de Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.

A taxa de responsabilidade pela crise financeira proposta por Obama tem como objetivo levantar US$ 90 bilhões nos próximos 10 anos, e esse imposto pode ser ampliado se o custo da ajuda exceder essa quantidade, afirmou Geithner em testemunho ao Comitê de Finanças do Senado.

"O imposto pode e será ampliado até que cada centavo de assistência dos contribuintes ao sistema financeiro tenha sido devolvido e o custo do resgate para os contribuintes seja zero", disse Geithner.

Ele afirmou ao comitê que o crescente deficit orçamentário deve ser reduzido para proteger o futuro da economia dos EUA, mas alertou que fazer isso muito rapidamente poderia trazer o risco de uma volta à recessão. 

"Temos que encontrar precisamente o equilíbrio certo entre as medidas de estímulo ao mercado de trabalho e ao crescimento necessárias para assegurar a recuperação", avaliou Geithner ao testemunhar sobre a proposta orçamentária do presidente Obama de US$ 3,8 trilhões.

"Se falharmos ao fazer isso, arriscaremos levar a economia de volta à recessão... O que torna nossos problemas ainda mais difíceis de serem resolvidos."

O secretário de Tesouro atribuiu a maior parte da culpa pelas preocupações do país, incluindo o deficit estimado para este ano de US$ 1,56 trilhão, à administração anterior, comandada por George W. Bush.

"No dia em que o presidente Obama tomou posse, o déficit orçamentário estava em US$ 1,3 trilhão -9,2% do Produto Interno Bruto (PIB)- e os déficits projetados para os próximos 10 anos somavam US$ 8 trilhões", disse Geithner.

A atual tendência do deficit, que sugere que o "rombo" chegar a 10,6% do PIB neste ano, não é sustentável, considerou Geither, ao novamente ressaltar a necessidade de resolver esse problema gradualmente.
 


 
 

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