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09/02/2010 - 10h37

ENTREVISTA-Partex de olho em projetos marítimos com Petrobras

Por Filipa Cunha Lima

LISBOA (Reuters) - A Partex, petrolífera da Fundação Gulbenkian, quer reforçar a parceria com a brasileira Petrobras e entrar na exploração em águas ultraprofundas no Brasil, que deverá passar a ser um novo impulso para seu crescimento, disse António Costa Silva, presidente da Partex.

Em entrevista à Reuters, ele lembrou que "o crescimento da Partex está hoje muito dependente do Oriente Médio", enquanto o Brasil representa menos de 1 por cento das reservas totais de petróleo da Partex.

"Mas, com a política de diversificação dos últimos anos, o Brasil é um dos países que contribuirá, como esperamos, para o crescimento da companhia (Partex) no médio e longo prazo", antecipou.

Segundo os últimos dados publicados pela Partex, o Brasil representava uma fatia ínfima das reservas de petróleo e gás da empresa em 2007: 1,7 milhão de barris versus 178,2 milhões de barris das reservas totais.

A Partex está presente no Brasil desde 2002, detendo atualmente participações em 12 poços de petróleo dos quais deverá abandonar três ou quatro.

"Provavelmente em alguns deles não vamos continuar porque os resultados das campanhas de exploração não foram muito apelativos", explicou.

Costa Silva realçou que o enorme potencial da rica bacia de Santos deverá levar a Partex a reorganizar seus investimentos no Brasil.

"A minha perspectiva, e é aí que eu vejo oportunidades para a Partex, é: se olharmos para o futuro e equacionarmos todos os grandes projetos que a Petrobras tem, é evidente que vai ter de apostar em parcerias," disse Costa Silva.

No pré-sal brasileiro, ao poço de Tupi, com reservas estimadas de 5 a 8 bilhões de barris, juntam-se agora o Iara, também em na bacia de Santos, e o Parque das Baleias, no Espírito Santo, com estimativas de reservas de 3 a 4 bilhões de barris e 1,5 a 2 bilhões, respectivamente.

Se comprovadas, as reservas destes poços duplicam as atuais reservas do Brasil.

"Com as reservas da bacia de Santos, o Brasil pode subir para os primeiros lugares do ranking dos países detentores de reservas a nível mundial. E essa mudança abre muitas portas", afirmou o presidente da Partex.

"A Petrobras vai precisar de mais parcerias, de mais tecnologias, porque os desafios são imensos. Nós, na nossa pequena escala, estaremos aí para tentar desempenhar um papel", acrescentou Costa Silva.

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