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09/02/2010 - 13h10

Previ avalia aumentar fatia na Petrobras com capitalização--Rosa

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, avalia aumentar a sua fatia nas ações da Petrobras com a capitalização da estatal de petróleo, prevista no novo marco regulatório do pré-sal cujos projetos tramitam no Congresso.

A discussão do projeto que trata da capitalização pode voltar a ocorrer nesta semana na Câmara.

"Especificamente sim", afirmou o presidente da Previ, Sérgio Rosa, ao ser questionado se o fundo poderia ampliar a sua exposição em ações da Petrobras com a capitalização.

Ele disse ainda que a Previ, com aproximadamente 2,5 por cento das ações da Petrobras, avaliará as condições na época em que for feita a capitalização para definir sua estratégia.

"Embora a Petrobras seja um bicho bastante grande, qualquer 2,5 por cento é muita coisa, é para analisar bem quando isso de fato acontecer", comentou ele.

Pelas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional em setembro do ano passado, nenhum fundo no Brasil poderá ter mais de 70 por cento de seus investimentos em renda variável.

Antes disso, o limite era de 50 por cento, em um período em que a Previ já tinha 60 por cento do patrimônio em renda variável. Nessa época, a data final para enquadramento dentro do limite era 2012 e a Previ buscava maneiras de fazê-lo.

O recente efeito do recrudescimento da crise nos mercados de capitais não é algo que abale os planos da Previ para os investimentos em ações, segundo Rosa.

"É uma variação normal... para nós, interessa mais o longo prazo do que variações de curto prazo. Acreditamos que no médio e longo prazo a expectativa é positiva", destacou Rosa.

Questionado se uma eventual alta de juros básicos poderia mudar planos da Previ em renda variável, o executivo indicou que não.

"Acho que todos nós esperamos conviver com taxa de juros próxima de países desenvolvidos ou na média de emergentes. A nossa está mais elevada do que a média de outros países", afirmou ele.

Segundo Rosa, uma eventual alta, motivada por questões de política monetária, não altera a estratégia de longo prazo de investimentos do fundo. "Estamos nos preparando para conviver com uma taxa mais baixa."

O presidente da Previ, maior acionista da Vale, evitou fazer comentários sobre a expectativa de desempenho da maior produtora de minério de ferro do mundo este ano, em meio a algumas indicações do mercado de que o reajuste no preço da commodity pode chegar até a 40 por cento.

E disse apenas: "O mercado de minério está bom, o fato que está colocado no momento é este. A demanda por minério em termos internacionais está excelente".

LEILÃO

Comentando reportagem do jornal Valor Econômico desta terça-feira, de que o governo usaria BNDES e fundos para garantir mais disputa no leilão de energia da hidrelétrica de Belo Monte, Rosa disse que a instituição não deve participar diretamente do leilão.

Ele admitiu apenas que "talvez" as duas empresas de energia nas quais a Previ tem participação (CPFL e Neoenergia) poderiam participar do leilão. Mas destacou que essa decisão seria das companhias.

"A gente diretamente não. Quem define são as empresas."

(Reportagem adicional de Denise Luna)

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