UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

09/02/2010 - 10h41

Setor de construção está otimista com próximos 6 meses, diz pesquisa

BRASÍLIA (Reuters) - O setor de construção civil, que movimenta cerca de um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) do país, abriu 2010 com expectativa de crescimento da atividade nos próximos seis meses em meio a um cenário marcado por ano eleitoral e de crescimento da economia.

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada entre 4 e 22 de janeiro com 283 empresas do setor de construção civil, mostra indicador de expectativa de atividade para os próximos seis meses em 70,6 pontos.

A metodologia da pesquisa considera 50 pontos como nível que divide retração de crescimento.

"O (programa) Minha Casa Minha Vida é o grande vetor disso", afirmou a jornalistas José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, parceira da CNI na sondagem.

Ele se referia ao programa lançado pelo governo no ano passado que prevê a construção de 1 milhão de moradias para famílias de baixa renda.

O plano, segundo Martins, beneficia parcela das construtoras dedicadas à área imobiliária, que responde por cerca de um terço do setor de construção civil, formado também pelas áreas de obras públicas dos prestadores de serviços.

O índice de expectativa de número de empregados nos próximos seis meses no setor de construção civil ficou em 66,8 pontos, depois de encerrar o quarto trimestre de 2009 em nível acima dos três meses imediatamente anteriores, em 53,6.

"As empresas deverão contratar trabalhadores nos próximos seis meses" diante do nível registrado pelo indicador de perspectiva de número de postos de trabalho, afirma relatório da CNI/CBIC.

Em dezembro do ano passado, o nível de atividade do setor ficou em 53,2, mostrando um nível de produção acima do normal para o mês, aponta o levantamento.

O maior patamar de atividade no fim de 2009 foi apurado entre grandes empresas, 56,8 pontos. Enquanto isso, companhias médias tiveram índice de 53,1 e pequenas mostraram queda na atividade, com o indicador em 49,3 para dezembro.

Para Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisas da CNI, os números da construção civil, apesar de fortes, não levantam preocupações inflacionárias.

"O que temos que observar mais é o crescimento da atividade na comparação com o usual para o mês, e ela está apenas um pouco acima dos 50 pontos", afirmou Fonseca a jornalistas.

A elevada carga tributária foi o principal problema enfrentado pelas empresas no último trimestre de 2009. A questão foi levantada por 60,7 por cento das empresas em sondagem dirigida, seguido da falta de trabalhador qualificado (53 por cento) e por condições climáticas (36,7 por cento).

(Por Isabel Versiani)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host