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10/02/2010 - 10h56

Sindicato grego vai às ruas para desafiar plano de austeridade

ATENAS (Reuters) - Milhares de trabalhadores gregos marcharam por Atenas durante uma greve de 24 horas nesta quarta-feira que fechou escolas e cancelou voos, testando a determinação do governo para combater a crise de dívida que balançou a zona do euro.

A tropa de choque da polícia grega usou gás lacrimejante contra algumas dezenas de manifestantes que tentavam quebrar um cordão de segurança no centro de Atenas, mas os protestos eram pacíficos na maioria -- um sinal positivo para os investidores e formuladores de políticas da União Europeia, que estão observando a greve de perto.

Os mercados financeiros subiram na quarta-feira em meio a rumores de que a UE poderia resgatar a economia da Grécia, mas Bruxelas repetiu que o governo socialista grego precisa se manter firme nos cortes salariais e no aumento de impostos contra a oposição dos sindicatos.

Cerca de 5 mil membros do sindicato do setor público da Grécia, o ADEDY, saíram na chuva em direção ao parlamento empunhando cartazes dizendo "Nós não pagaremos pela crise". O sindicato, que tem 500 mil membros, quer que o governo descarte medidas de emergência como o congelamento de salários e de pensões.

"Essas medidas são injustas e nós vamos continuar a nossa luta enquanto o governo não mudar suas políticas", disse o secretário geral do ADEDY, Ilias Iliopoulos, acrescentando que é quase certo que o seu sindicato se juntará a uma greve do setor privado no dia 24 de fevereiro.

Iliopoulos disse que 70 por cento dos membros do sindicato participaram da greve, mas muitos funcionários públicos compareceram em ministérios e escolas. O governo deve divulgar suas estimativas sobre a greve mais tarde.

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